Redação do jornal venezuelano Redação do jornal venezuelano / Reprodução

Fim da edição impressa do El Nacional limita ainda mais a livre expressão na Venezuela, diz SIP

O fim da edição impressa do jornal venezuelano El Nacional é uma “regressão a mais” na liberdade de imprensa da Venezuela, cujo o governo segue “destruindo os direitos dos cidadãos, o país e a democracia”, lamentou a presidente da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), María Elvira Domínguez. A última edição em papel do diário, fundado há 75 anos, circulou nesta sexta-feira (14).

Roberto Rock, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP, destacou que a notícia do fim da edição impressa do El Nacional não nada mais do que a “evolução da censura” promovida há décadas pelo governo chavista, atualmente sob o comando de Nicolás Maduro. O chavismo, disse, utiliza todos os mecanismos ao seu alcance para asfixiar a atacar as expressões independentes. “Temos a esperança que sejam estes os últimos atos de censura e antidemocráticos na Venezuela.”

O El Nacional, último jornal venezuelano de abrangência nacional crítico ao chavismo, passará a ser distribuído apenas na versão online. A situação, segundo a publicação, é resultado da repressão imposta pelo governo de Nicolás Maduro, que impede, por exemplo, acesso a papel-jornal, cuja venda tem controle estatal.  

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