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“Narcopolítica”, uma combinação mortal para os jornalistas do México Reprodução/CPJ

“Narcopolítica”, uma combinação mortal para os jornalistas do México

Mesmo sem estar em guerra, o México é um dos países mais mortíferos para os jornalistas. Desde 2000, cerca de 100 comunicadores foram assassinados na região, principalmente em cidades do interior, e a maioria dos casos permanece impune. Neste ano, segundo o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ), estima-se que onze profissionais da imprensa foram mortos, quatro deles comprovadamente em represália a seus trabalhos. O horror mexicano, segundo o CPJ, resulta de uma combinação mortífera presente no país há anos: a ação do crime organizado e a corrupção de autoridades governamentais. Observadores chamam o fenômeno de “narcopolítica”.

"Significa que os interesses dos funcionários e o crime organizado estão sobrepostos", explica Juan Veledíaz, veterano repórter de notícias judiciais do diário nacional El Sol de México. Ou seja, há confluência de interesses dos agentes públicos, a política local e o crime organizado e, muitas vezes, é impossível diferenciá-los. O CPJ constatou que, desde 1992, em pelo menos dez casos de assassinatos de jornalistas há suspeita de envolvimento de funcionários do governo ou integrantes das forças armadas. Informe anual da organização Artigo 19, de março deste ano, atesta que 48% dos ataques a comunicadores em 2017 foram cometidos por agentes governamentais ou com a cumplicidade deles.

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https://cpj.org/es/2018/12/en-mexico-la-narcopolitica-es-una-combinacion-mort.php