Trabalhos vencedores do 40º Prêmio Vladimir Herzog revelam a crise dos direitos humanos no Brasil; debates estão no YouTube Reprodução/Abraji

Trabalhos vencedores do 40º Prêmio Vladimir Herzog revelam a crise dos direitos humanos no Brasil; debates estão no YouTube

Os melhores momentos da 7ª Roda de Conversa sobre os bastidores dos trabalhos premiados ou que receberam menção honrosa no 40º Prêmio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos estão disponíveis no canal do YouTube da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji). Os vídeos, abordam cinco dos principais desrespeitos aos direitos humanos no Brasil da atualidade: violência extremada, em especial contra a mulher; escravidão (e trabalho precário); preconceito e desafios impostos à imprensa ao relatar das questões de gênero e LGBTQ; descaso ao meio ambiente; e crescimento da miséria, com altos índices de fome e desemprego. O vídeo na íntegra também está disponível.

Os trabalhos inscritos foram divididos em seis categorias: arte, fotografia, áudio, vídeo, multimídia e texto. Três reportagens vencedoras abordaram o tema violência. Rodrigo Brum, do Jornal Tribuna do Norte, venceu na categoria arte com a charge Marquinha sobre a violência contra a mulher negra. Mariana Fabre e a equipe da TV Brasil foram premiados na categoria vídeo pelo trabalho Defensores sob Ameaça, sobre os ataques sofridos por defensores de direitos humanos. A reportagem UmaPorUma foi premiada na categoria multimídia. Juliane de Melo e a equipe do NE10 contaram a história das 73 vítimas de feminicídio do Pernambuco, assassinadas entre janeiro e novembro de 2018.  

Na categoria áudio, Danyele Soares e a equipe da Rádio Nacional receberam menção honrosa pelo trabalho Mulheres no Cárcere. O fotógrafo Mauro Pimentel e o chargista Gilmar também tiveram menção honrosa por seus trabalhos sobre a violência no Rio de Janeiro: a foto “Guerra na porta de casa” e a charge “Tiro”, respectivamente. O fotógrafo Albari Rosa venceu na categoria foto com a série Consumidos pela Escravidão, publicada na Gazeta do Povo, sobre as condições de trabalho em uma carvoaria na região de Curitiba (PR).

A reportagem A Síndrome do Preconceito sobre HIV e AIDS,  da revista Galileu, foi a ganhadora na categoria texto. Na roda de conversa, Nathan Fernandes apontou os erros cometidos pela mídia ao falar do assunto. Amanda Rossi recebeu menção honrosa na mesma categoria pelo trabalho ‘Monstro, prostituta, bichinha’: como a Justiça condenou a 1ª cirurgia de mudança de sexo do Brasil e sentenciou médico à prisão. Ela também ressaltou os principais equívocos dos veículos ao tratar de temas relacionados à comunidade LGBTQ. 

Stefano Wrobleski, do Infoamazônia, levou a menção honrosa na categoria multimídia pela reportagem Explorando o Arco Mineiro, que conta a história do maior projeto de mineração da Venezuela, responsável pela destruição de 110 mil quilômetros quadrados de floresta. O trabalho foi feito em conjunto com o jornal venezuelano Correo del Caroní. A websérie O mapa da fome no Brasil, da TV Record, foi a vencedora na categoria vídeo. Realizada por cinco repórteres e pela editora Fabiana Lopes, presente à Roda de Conversa, visitou municípios com altos índices de fome e desemprego. Os números do IBGE sobre o crescimento da miséria no Brasil são retratados por meio de personagens. 

A conversa foi mediada por Paulo Oliveira e Angelina Nunes, conselheira da Abraji e coordenadora do programa Tim Lopes. Em 2018 o prêmio recebeu o segundo maior número de inscrições de sua história, com 402 obras, 40 a menos comparado a 2017. A seleção de vencedores e de menções honrosas foi feita em uma sessão pública, na Câmara Municipal de São Paulo, que contou com a presença de diversos jornalistas, entre eles a secretária-executiva da Abraji, Cristina Zahar.

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