Marietje Schaake Marietje Schaake / Reprodução/

Ataque cibernético na Alemanha exige medidas urgentes para proteger a eleição ao Parlamento Europeu, diz eurodeputada

A segurança digital de todos no sistema político da União Europeia (UE) deve ser reforçada antes das eleições para o Parlamento Europeu, em maio deste ano, afirmou a eurodeputada Marietje Schaake, em artigo publicado pelo jornal Financial Times nesta quarta-feira (16). A parlamentar disse que se trata de uma necessidade urgente diante da fragilidade da segurança em sistemas vitais, evidenciada no recente caso de roubo e vazamento de dados pessoais de políticos, jornalistas e celebridades na Alemanha. O hacker responsável pelo ataque revelou, por exemplo, que Horst Seehofer, ministro do Interior, pasta a qual está subordina a polícia e o serviço de inteligência alemão, admitiu o uso de senhas incrivelmente fracas, como "iloveyou" e "123".

“Quantos mais avisos serão preciso”, disse. “Preparativos devem ser feitos para proteger os eleitores contra a manipulação de partidos políticos, candidatos e jornalistas da Europa. Precisamos testar todos os sistemas tecnológicos usados em processos democráticos vitais”, defendeu. A parlamentar afirmou que é de se esperar muito mais ciberataques e vazamentos, especialmente no período que antecede as eleições europeias cruciais em maio.

Marietje disse acreditar que a melhora na segurança cibernética de bancos de dados de partidos políticos e servidores de e-mail, além da atualização de software de segurança dos sistemas eleitorais, podem evitar alguns ataques. “Recursos públicos devem ser liberados quando necessário”, afirmou.

A eurodeputada alertou ainda que a interferência estrangeira e de hackers não são as únicas ameaças. “Candidatos e partidos recebem todos os tipos de conselhos sobre o uso da internet e mídias sociais para otimizar seu alcance entre os eleitores. Eles devem se comprometer a não implantar redes robóticas, seja diretamente ou através de consultores, nem usar de desinformação em campanhas eleitorais”. As partes, continuou, devem revelar as fontes não públicas de financiamento da campanha e serem transparentes nos anúncios políticos, mesmo que a lei não exija.

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