The Washington Post defende o jornalismo e a democracia no Super Bowl; filho de Trump critica

The Washington Post defende o jornalismo e a democracia no Super Bowl; filho de Trump critica

"A informação nos torna mais fortes, nos ajuda tomar decisões e nos mantêm livres". Esta é a principal mensagem do anúncio do jornal The Washington Post transmitido no último domingo (04) durante a grande final do campeonato de futebol americano, o SuperBowl. Narrado pelo ator Tom Hanks -- que atuou no filme "The Post", ao lado Meryl Streep --, o primeiro anúncio do jornal no maior evento de entretenimento dos Estados Unidos defendeu o papel dos jornalistas e terminou com o lema do diário: A democracia morre na escuridão.

A peça publicitária mostrou imagens de grandes acontecimentos das últimas décadas, desde a II Guerra Mundial até o conflito da Síria. Hanks descreveu no anúncio os papel dos jornalistas como testemunhas dos fatos e destacou a importância da profissão para a sociedade. Recordou os riscos que os comunicadores enfrentam em busca da verdade, citando os assassinatos dos jornalistas Marie Colvin, que morreu na Síria em 2012, e Jamal Khashoggi, morto em Estambul, no ano passado. Lembrou ainda de Austin Tice, desaparecido há mais de seis anos, quando cobria a guerra na Síria.

"Quando vamos para a guerra. Quando exercemos nossos direitos. Quando nos elevamos a nossas maiores alturas. Quando nos lamentamos e rezamos. Quando os nossos vizinhos estão em risco. Quando nossa nação está ameaçada. Há alguém para reunir os fatos. Para nos trazer a história. Não importa o custo. Porque saber nos dá poder. Saber nos ajuda a decidir. Saber nos mantêm livres ", disse Hanks no anúncio

Depois da transmissão, de 60 segundos, o proprietário do diário, o bilionário Jeff Bezos, fundador da Amazon, agradeceu no Twitter o trabalho dos jornalistas que enfrentam sérios riscos para exercer a profissão. Minutos depois, o filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump Jr., criticou o jornal, também no Twitter, por gastar milhões de dólares "para ganhar uma imerecida credibilidade".

Leia mais em:
https://elpais.com/elpais/2019/02/04/actualidad/1549272925_151423.html