Prática e vigilância da veracidade devem guiar o jornalismo em 2019, diz editora da Editor&Publisher Reprodução/Editor&Publilsher

Prática e vigilância da veracidade devem guiar o jornalismo em 2019, diz editora da Editor&Publisher

O ano de 2018 mostrou o melhor e o pior do jornalismo, disse a editora-chefe da revista Editor&Publisher, Nu Yang, em recente artigo no site da publicação. De um lado, a resiliência de jornalistas – alguns deles assassinados por exercer seu trabalho – enfatizou e mostrou para muitos a fundamental importância dos “guardiões da verdade” e da liberdade de imprensa para o bem-estar das sociedades. De outro, falhas de reputação. Por isso, em meio à desinformação, a desconfiança e aos desafios impostos pelo meio digital, a prática e a vigilância da veracidade terão de ser implacáveis em 2019, afirmou a jornalista.

Um dos fracassos mais notórios merece muita reflexão é o do premiado repórter Claas Relotius, da revista alemã Der Spigel, que admitiu que inventava histórias. "É um dos maiores escândalos de jornalismo do pós-guerra da Alemanha, com uma duração de sete anos e muitas dezenas de artigos", escreveu Katrin Bennhold, do The New York Times. "Chegando em um momento em que a confiança pública no jornalismo já é baixa, dificilmente poderia ter chegado em pior hora."

Nu Yang enumerou algumas práticas fundamentais para garantir a veracidade. Uma delas é o exaustivo trabalho de verificação de fatos, que talvez tivesse evitado a ação errática de Relotius. Embora a Der Spigel tenha dito que iria realizar uma revisão interna, o dano já havia sido feito, disse a jornalista. E o escândalo comprovou como a checagem de fatos é importante dentro da redação, e não apenas dirigida a histórias duvidosas espalhadas em redes sociais. “Não importa quão bem escrita seja uma história, ela deve primeiro ser verdadeira”.

Há ainda uma série de técnicas que devem ser exploradas ao máximo para que os jornais possam se proteger e detectar fraudes em anúncios e avaliar como os publishers estão lidando com a desinformação na internet, por exemplo. Além disso, os líderes das empresas jornalísticas estão desafiados a apostar e assumir riscos em iniciativas para monetização, como podcasts, eventos, newsletters, entre outras. Também precisam conscientizar suas redações a respeito dessas necessidades. “No passado, os jornais não eram conhecidos por serem tomadores de risco, mas isso não é mais verdade”.

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