A um mês das eleições na UE, Google, Facebook e Twitter ainda não combatem desinformação com eficácia Reprodução

A um mês das eleições na UE, Google, Facebook e Twitter ainda não combatem desinformação com eficácia

Em análise de novo relatório mensal que Google, Facebook e Twitter são obrigados a fazer no período da eleição do Parlamento Europeu, em maio, a Comissão Europeia informou nesta terça-feira (23) que as gigantes de tecnologia não mostraram progresso em áreas importantes no combate à desinformação na web.
Os relatórios mensais seguem um compromisso feito pelos gigantes da tecnologia e órgãos comerciais de publicidade em outubro do ano passado, para combater a disseminação de notícias falsas e evitar regulamentações mais pesadas. Os dados de agora se referem ao mês março.
 
A União Europeia (UE) alertou para a interferência estrangeira durante a campanha para as eleições para o Parlamento Europeu e para as eleições nacionais na Bélgica, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Grécia, Polônia, Portugal e Ucrânia nos próximos meses.
 
“Mais aperfeiçoamentos técnicos, bem como a partilha de metodologias e conjuntos de dados para contas falsas, são necessários para permitir que especialistas, verificadores de fatos e pesquisadores realizem avaliações independentes”, disse o órgão executivo da UE.
 
A Comissão disse que o Google não avançou suficientemente na definição de publicidade baseada em ativismo. O relatório cobriu as ações tomadas pelas empresas em março. O Facebook, que derrubou oito redes coordenadas de fake news originárias da Macedônia do Norte, Kosovo e Rússia, não revelou se estas redes afetaram internautas da UE. Já o Twitter não forneceu detalhes sobre suas medidas contra spam e contas falsas e também não informou sobre qualquer ação para melhorar a análise dos canais de anúncios.
 
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