Clarín redesenha redação em busca de audiência online e garantia de qualidade nas edições em papel e no digital Reprodução

Clarín redesenha redação em busca de audiência online e garantia de qualidade nas edições em papel e no digital

Dois anos após adotar o sistema de assinaturas digitais (paywall), o jornal argentino Clarín reconfigurou sua redação. Os jornalistas do diário fundado em 1945 trabalham agora organizados em três grandes áreas: geração de conteúdo original de alto valor; produção voltada para audiências massivas; e edição do diário e outras publicações impressas.

Ricardo Kirschbaum e Ricardo Roa, principais editores do jornal, afirmam em artigo no site da publicação que a mudança, “uma maneira diferente de pensar e de produzir conteúdos", tem por objetivo "aumentar a qualidade" e "chegar a uma audiência mais ampla”, em especial na internet e, particularmente, por meio de smartphones. O diário argentino tem 16 milhões de usuários únicos ao mês, segundo a empresa de análises comScore.

O site do Clarín conta ainda com 1,7 milhão de pessoas registradas, das quais 173 mil são assinantes – “nossos usuários mais fiéis: que mais nos leem e entram direto em nosso site”, informam Kirschbaum e Roa. Os usuários do Clarín.com podem ler livremente dez textos por mês. Superada esta margem, é possível ter acesso a mais 30 reportagens ou artigos mediante um cadastro. Já as assinaturas são oferecidas em dois modelos. O primeiro permite acesso a conteúdos do jornal, incluindo a versão digital da edição impressa, por meio de todos os dispositivos. A segunda opção, também para qualquer equipamento, agrega a edição digitalizada da revista Ñ e o clube de benefícios 365.

Na redação, a reorganização colocou as editorias de cotidiano, nacional, internacional, esportes, cultura, veículos e rural, por exemplo, – além de suplementos de economia, viagem e turismo – sob o comando da área de conteúdo original, com critérios específicos para assinantes e cadastrados. Notícias dos principais temas, mas em caráter de informação de última hora, são trabalhadas por equipes específicas que respondem ao setor de produção voltada para audiências massivas. Nessa área estão ainda a editoria de fotografia e os profissionais que cobrem temas como bem-estar, celebridades e informações para o público feminino.

Na área que também pode ser chamada apenas de impresso, estão os profissionais de fechamento das edições, design, opinião e arquivo, além das revistas do Clarín, como Arq, Ñ e Elle. "Quanta mais qualidade tiver o diário em papel, mais fácil será a transformação digital", defendem os editores Kirschbaum e Roa. "Temos que oferecer um produto digital e produto impresso de mesmo valor".

Leia mais em:

https://www.clarin.com/sociedad/clarin-redisena-redaccion-acelerar-transformacion-digital_0_abi8_MmB1.html

https://www.media-tics.com/noticia/9061/periodismo/clarin-reorganiza-su-redaccion-para-ganar-audiencia-sin-perder-calidad.html