Entidades internacionais pedem urgência na investigação sobre assassinato de dono de jornal em Maricá, no Rio de Janeiro Reprodução/SIP

Entidades internacionais pedem urgência na investigação sobre assassinato de dono de jornal em Maricá, no Rio de Janeiro

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) instaram nesta quinta-feira (30) as autoridades brasileiras – em particular as do Rio de Janeiro – a investigar, solucionar e punir os responsáveis pelo assassinato do jornalista e empresário Robson Giorno, dono do jornal O Maricá, do Rio de Janeiro.

"As agências de notícias locais são um recurso vital para os cidadãos brasileiros, e sua capacidade de relatar com segurança é essencial para o fluxo de informações", disse Natalie Southwick, coordenadora do programa das Américas Central e do Sul do CPJ. "As autoridades brasileiras devem investigar se o assassinato de Robson Giorno está relacionado com sua profissão e tomar medidas rápidas para levar os responsáveis à justiça", afirmou.

A presidente da SIP, María Elvira Domínguez, condenou o assassinato de Giorno, o primeiro de um jornalista no Brasil em 2019. Ela voltou a criticar a impunidade no país em relação a crimes contra comunicadores. “Insistimos na necessidade de dar prioridade à investigação e à punição de todo os envolvidos, tanto neste crime como nos numerosos assassinatos de jornalistas no Brasil, cujos casos ainda não forma solucionados”, disse.

Giorno foi morto na noite do último sábado (25), na porta de sua casa, na Avenida Prefeito Ivan Mundin, que corta os bairros Eldorado e Araçatiba, no município de Maricá, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O empresário era pré-candidato à prefeitura da cidade para as eleições de 2020 pelo partido Avante.

A Associação Nacional de Jornais (ANJ) e a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) condenaram, ainda no último fim de semana, o assassinato. As entidades também pediram celeridade nas investigações.

Giorno foi atraído para fora de casa antes de ser assassinado com três tiros, de acordo com a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Homicídios de Niterói São Gonçalo e Itaboraí (DHNSGI). O jornalista, segundo a polícia, havia adquirido um carro blindado recentemente, mas a execução foi planejada de forma que ele estivesse fora do veículo no momento do crime.

Leia mais em:

https://cpj.org/2019/05/Robson-Giorno-killed-brazil.php

https://www.sipiapa.org/notas/1213227-la-sip-condena-asesinato-brasil-y-pide-urgencia-la-investigacion