Desinformação nas redes sociais já preocupa mais os norte-americanos do que o terrorismo, diz pesquisa Reprodução

Desinformação nas redes sociais já preocupa mais os norte-americanos do que o terrorismo, diz pesquisa

Oito em cada dez adultos dos Estados Unidos (79%) acreditam que devem ser tomadas medidas para restringir notícias falsas nas redes sociais, em oposição a 20% que veem esse tipo de comunicação protegida pelo direito à livre expressa. O dado integra nova pesquisa do Pew Research Center, segundo a qual cresceu entre os norte-americanos a preocupação com os impactos negativos da desinformação digital, apontada agora como um problema maior do que o que o terrorismo, a imigração ilegal, o racismo e a misoginia.

O estudo revela que os norte-americanos convivem com grande quantidade de desinformação espalhada na internet. A maior parte dos entrevistados (6.127 ao todo, em estudo realizado em março) destaca dois grupos de pessoas como as principais fontes de notícias falsas: líderes políticos e grupos ativistas. Cerca de seis em cada dez adultos dos Estados Unidos (57%) dizem que os líderes políticos e seus funcionários são responsáveis por muitas notícias inventadas, enquanto um pouco mais da metade (53%) diz a mesma coisa sobre grupos ativistas.

O estudo revela que 53% dos norte-americanos acham que é responsabilidade dos jornalistas reduzir a quantidade de desinformação propagada na web – um percentual muito maior do que aqueles que dizem que a responsabilidade recai sobre o governo (12%) ou as empresas de tecnologia (9%). Entre os entrevistados, 68% afirmaram que as notícias falsas têm grande impacto na confiança no governo, e 54% disseram que a desinformação também têm enorme influência na confiança que as pessoas têm umas nas outras.

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https://www.journalism.org/2019/06/05/many-americans-say-made-up-news-is-a-critical-problem-that-needs-to-be-fixed/