Vídeo sangrento no Facebook e YouTube volta a chocar três meses depois do ataque terrorista na Nova Zelândia  

Vídeo sangrento no Facebook e YouTube volta a chocar três meses depois do ataque terrorista na Nova Zelândia  

O Facebook e o YouTube, do Google, voltaram a ser criticados nesta semana por não evitarem a disseminação de um vídeo de extrema violência. O conteúdo, transmitido ao vivo no Facebook no último domingo (23) por uma testemunha, mostra a agonia de um policial ferido a bala na cidade de St. Louis, nos Estados Unidos. Em março, um terrorista chocou o mundo ao transmitir ao vivo no Facebook seu massacre a mesquitas em Christchurch, na Nova Zelândia. O vídeo foi distribuído e visto por milhões de pessoas também no YouTube e no Instagram, de propriedade do Facebook. Na época, as empresas prometeram mais controle sobre esse tipo de conteúdo.

A diretora de operações do Facebook, Sheryl Sandberg, disse, ao comentar o atentado terrorista na Nova Zelândia, que era preciso “fazer mais” para evitar que conteúdo nocivo seja transmitido ao vivo pela rede social. A CEO do YouTube, Susan Wojcicki, afirmou que o vídeo do ataque à mesquita levou a companhia a tomar medidas “sem precedentes”. 

O caso mais recente revela, entretanto, que pouco mudou desde então. A polícia local informou ter feito um esforço para retirar o vídeo do Facebook, mas não está claro se o conteúdo foi deletado pela própria testemunha ou pela rede social. "Quando as pessoas morrem, trabalhamos para minimizar as experiências dolorosas e dissonantes de seus amigos e familiares. Temos padrões da comunidade e removemos qualquer coisa que os viole, incluindo violência e conteúdo gráfico”, disse uma porta-voz do Facebook ao BI.

Ao mesmo tempo, desde que o vídeo foi retirado, cópias apareceram no YouTube. O site Business Insider (BI) identificou pelo menos duas versões da filmagem que, juntas, foram vistas quase 15.000 vezes. O YouTube removeu os vídeos depois que foi informado pela reportagem.

Violência e racismo no Twitter

O Twitter, informou o BI, também é um campo fértil para a violência e o discurso de ódio.  Estudo da New York University encontrou uma conexão em 100 cidades dos Estados Unidos entre o número de crimes motivados por motivos raciais e a quantidade de mensagens racistas postadas na rede social. Os pesquisadores disseram que reconhecer o vínculo entre os comportamentos online e offline poderia ser "pertinente para uma melhor vigilância da discriminação e esforços de mitigação". O Twitter não respondeu ao pedido da reportagem do BI para comentar as conclusões do estudo.

A pesquisa analisa dados em um período de cinco anos até 2016, antes de o presidente norte-americano Donald Trump assumir oficialmente o cargo. O BI lembra que os crimes de ódio aumentaram nos anos desde a posse do republicano, cujo discurso alimenta as ações extremistas no país, segundo o entendimento de analistas.   

Nesta semana, Trump disse que os Estados Unidos deveriam processar as empresas de tecnologia como Google, Facebook e Twitter depois de reclamar que elas reprimem injustamente sua mensagem. Em entrevista à Fox News Business na manhã de quarta-feira (26), o presidente afirmou que o Google é “tendencioso” e está tentando "fraudar" a eleição presidencial dos EUA em 2020.

Em relação ao Twitter, Trump afirmou que a rede social favorece os democratas. Ele também acusou a rede social de limitar deliberadamente seu número de seguidores. O presidente tem uma das contas do Twitter mais vigiadas no mundo, com 61,4 milhões de seguidores.

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