Modelo de moderação humana das redes sociais limita as pessoas a decisões binárias, diz estudiosa Reprodução

Modelo de moderação humana das redes sociais limita as pessoas a decisões binárias, diz estudiosa

As grandes empresas de mídias interativas têm contratado nos últimos anos mais pessoas para moderar os conteúdos exibidos em suas plataformas, mas mantêm sistemas de trabalho no qual esses moderadores estão amarrados a uma lógica binária ditada pelos manuais das empresas. Na prática, segundo a escritora e professora de estudos em informação da UCLA, Sarah T. Roberts, esses modelos perpetuam as limitações dos algoritmos que replicam conteúdos inadequados e, ao mesmo tempo, censuram obras de arte, por exemplo.

“Precisamos da inteligência humana para treinar as máquinas corretamente”, defendeu a estudiosa, autora do livroBehind the Screen: Content Moderation in the Shadows of Social Media, em entrevista ao site The Verge. Sarah disse que, desde 2010, ficou claro para ela que os processos de trabalho dos moderadores de redes sociais são “árvores” de decisões binárias. “Se isso estiver presente [nas regras das companhias], faça isso. Se isso não estiver presente em uma quantidade adequada, saia e vá para a linha 20. Esse é um tipo de algoritmo que não apenas é endêmico para a cultura, mas também seria muito fácil para a construção de uma ferramenta de sistema computacional que pudesse replicar”.

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https://www.theverge.com/2019/7/2/20679102/content-moderation-ai-social-media-behind-the-screen-sarah-t-roberts-vergecast