América Latina tem maior número de assassinatos de jornalistas no primeiro semestre de 2019 Reprodução

América Latina tem maior número de assassinatos de jornalistas no primeiro semestre de 2019

A América Latina é a região do mundo com o maior número de assassinatos de jornalistas registrados na primeira metade de 2019, segundo levantamento da organização Campanha Emblema de Imprensa (PEC) divulgado nesta quinta-feira (4). Ao todo, foram 15 homicídios entre janeiro e junho deste ano no continente. O México, com nove mortes, lidera o ranking sangrento tanto na região latina quanto nos 20 países pesquisados pela entidade, que somam 38 assassinatos. O Brasil divide a quarta posição da lista geral ao lado da Colômbia, ambos com duas mortes.

O número total de mortes no mundo é 42% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2018, quando 66 jornalistas foram mortos. A PEC considerou positiva a queda, mas destacou sua preocupação com algumas regiões, em especial no México e no Afeganistão (seis assassinatos), onde grupos criminosos e terroristas são, respectivamente, os principais responsáveis pelos crimes.  

"Os mecanismos nacionais são claramente impotentes para evitar esses crimes e garantir a prestação de contas, porque as polícias locais e as instituições judiciais são insuficientes ou corruptas", disse o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen. "A comunidade internacional deve estabelecer um mecanismo independente que possa combater a impunidade quando as instituições nacionais não forem eficientes nem suficientes para preencher as lacunas de prevenção, proteção e ação penal", acrescentou.

O Paquistão, segundo a organização, segue o México e o Afeganistão entre os países mais perigosos até agora neste ano, com quatro jornalistas mortos. Depois aparecem Brasil e Colômbia. Um jornalista foi morto nos seguintes países: Bangladesh, Chade, Gana, Haiti, Honduras, Índia, Iraque, Quênia, Líbia, Irlanda do Norte, Filipinas, África do Sul, Síria, Ucrânia e Iêmen. Oriente Médio, de acordo com a PEC, registrou certa melhora na segurança dos jornalistas devido, "entre outras razões, à diminuição do conflito na Síria e no Iraque".

Violência no Rio de Janeiro

Os dois crimes registrados no país são os assassinatos de Robson Giorno, dono do jornal O Maricá, do Rio de Janeiro, em 28 de maio, e de Romario Barros, fundador do site Lei Seca Maricá, também no estado fluminense, em 16 de junho.

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https://g1.globo.com/mundo/noticia/2019/07/04/mexico-e-o-pais-mais-perigoso-para-jornalistas-brasil-aparece-em-4.ghtml

https://www.poder360.com.br/midia/brasil-tem-4o-maior-numero-de-jornalistas-mortos-em-2019-diz-pesquisa/

https://www.pressemblem.ch/pec-news.shtml