Brasileiro tem elevado interesse pela cobertura de jornalismo em “Ciência e Tecnologia” Reprodução

Brasileiro tem elevado interesse pela cobertura de jornalismo em “Ciência e Tecnologia”

Os brasileiros têm elevado interesse pelo tema “Ciência e Tecnologia” (C&T) e gostam de se informar sobre o assunto pela mídia. Além disso, o segmento conta com elevada credibilidade das pessoas. É o que revela a quinta edição da Pesquisa Percepção Pública da Ciência & Tecnologia no Brasil, do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE).

O estudo indica que 62% estão interessados ou muito interessados em algum assunto relacionado à C&T. O prestígio, segundo o portal da Universidade de São Paulo (SP), se estende aos próprios cientistas que, para 41% dos entrevistados, são considerados “pessoas inteligentes que fazem coisas úteis à humanidade”. O levantamento revela que os cientistas de universidades ou de institutos públicos de pesquisa estão entre os que apresentam maior índice de confiança (0,84) em uma escala de na escala de "-1" a "1", logo abaixo dos médicos (0,85) que aparecem em primeiro lugar. Cientistas de empresas aparecem com índice de 0,46 e jornalistas inspiram um médio nível de confiança entre os entrevistados (0,36).

A pesquisa indica também que a maioria dos brasileiros, conforme destacado pela revista Galileu, é otimista em relação à C&T: 73% das pessoas acreditam que os setores trazem mais “benefícios que malefícios” ou “trazem apenas benefícios” para a sociedade. Além disso, 90% dos brasileiros consideram importante aumentar ou manter investimentos do governo em ciência e tecnologia. 

Outro dado mostra que a maioria dos entrevistados afirma que o governo deveria aumentar ou manter os investimentos em pesquisas. Em 2019, 66% declaram querer aumentos e 24% manter os investimentos em pesquisa, contra apenas 6% que acreditam que devam ser diminuídos.

Os três temas que os brasileiros consideram de maior interesse (entre os oito investigados pela pesquisa) são: medicina e saúde (79%), meio ambiente (76%) e religião (69%). A maioria dos entrevistados se declara preocupada com temas de cunho técnico e científico que atravessam questões ambientais, socioambientais ou de saúde, muitos deles sobre os quais o governo tem contrariado a opinião da comunidade científica. O desmatamento da Amazônia e os danos causados ao ambiente pela mineração, por exemplo, são uma preocupação de 92% das pessoas consultadas. O uso de agrotóxicos na agricultura preocupa 87% dos entrevistados. 

O interesse, entretanto, contrasta com a desinformação sobre o assunto. Apesar da credibilidade em universidades e pesquisadores, 90% dos entrevistados não souberam apontar o nome de algum cientista e 88% não se lembravam do nome de uma instituição de ciência ou universidade. A maioria dos participantes afirmou que saúde é um tema relevante, mas 78% disseram acreditar que os antibióticos têm a finalidade de matar vírus, quando na realidade essas substâncias são destinadas a combater infecções bacteriológicas. 

Aumentou também de forma significativa o número de brasileiros que acreditam que o Brasil esteja “atrasado” no campo das pesquisas científicas e tecnológica. A avaliação positiva sobre o grau de avanço da ciência brasileira cresceu significativamente de 2006 a 2010, sofrendo uma retração em 2015 entre 2019.

A pesquisa entrevistou 2,2 mil pessoas, de 16 a 75 anos de idade, residentes em todas as regiões do país.

Leia mais em:

https://jornal.usp.br/ciencias/maioria-dos-brasileiros-e-otimista-em-relacao-a-ciencia-e-tecnologia/

https://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2019/07/90-dos-brasileiros-querem-mais-investimentos-em-ciencia-e-tecnologia.html

https://www.cgee.org.br/documents/10195/734063/CGEE_resumoexecutivo_Percepcao_pub_CT.pdf