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Autoridades aplicam lei contra o ódio para prender jornalista na Venezuela Reprodução

Autoridades aplicam lei contra o ódio para prender jornalista na Venezuela

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) manifestou preocupação com o uso de legislação criada na Venezuela sob a alegação de combate ao ódio para justificar e efetuar a prisão do jornalista Wilmer Quintana García.

Quintana foi preso em 18 de julho por ter publicado vários mensagens em sua página pessoal do Facebook nas quais denunciava corrupção na prestação de serviços públicos no estado de Guárico.

De acordo com a ordem de prisão, Quintana é acusado de "promoção ou incitação ao ódio", crime previsto na lei venezuelana contra o Ódio, pela Convivência Pacífica e a Tolerância, supostamente contra o governador de Guárico, José Manuel Vásquez, e o presidente da empresa Alimentos Guárico (Alguarisa), Emilio Ávila.

"A prisão de Wilmer Quintana em virtude da lei contra o ódio confirma a preocupação que expressamos quando ela foi aprovada:  na realidade, é uma ferramenta para censurar a informação e castigar os críticos", disse Natalie Southwick, coordenadora do programa para as Américas Central e do Sul do CPJ. "As denúncias de corrupção contra funcionários públicos não são expressões de ódio. Os venezuelanos devem ter liberdade para questionar o governo sem terem de enfrentar uma condenação à prisão".

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https://cpj.org/es/2019/08/las-autoridades-venezolanas-aplican-ley-contra-el-.php#more