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Jornalismo, educação midiática e alfabetização digital são decisivos no combate a deepfakes, diz especialista Reprodução/Deepfakes and Synthetic Media: Survey of Solutions against Malicious Usages, de Sam Gregory

Jornalismo, educação midiática e alfabetização digital são decisivos no combate a deepfakes, diz especialista

A manipulação por meio da técnica de inteligência artificial conhecida como aprendizado de máquina tornou os vídeos on-line uma das armas preferenciais daqueles que espalham desinformação nas redes sociais para minar a democracia e promover instabilidades sociais e políticas. O fácil acesso a essa tecnologia e a velocidade com qual surgem ferramentas de alta precisão capazes de alterar realidades exigem extremo cuidado dos usuários que navegam na internet e reforçam a importância das análises de humanos treinados para detectar as falsidades, como é o caso dos jornalistas especializados em verificação de fatos.

"Vamos observar (na web) cada vez mais esse conteúdo, e provavelmente ele terá melhor qualidade", diz Sam Gregory, diretor de programa da Witness, organização sem fins lucrativos que promove o uso da tecnologia para defender os direitos humanos.  O especialista destaca que os vídeos manipulados – deepfakes – têm grande variedade de uso, até mesmo para sátiras, o que reforça a necessidade de uma abordagem humana para identificação das adulterações.  

Gregory afirma que, em geral, as pessoas devem ajustar a maneira como pensam sobre o vídeo na era dos deepfakes. "Temos que ser espectadores céticos [e] construir o conhecimento da mídia que lidará com essa última geração de manipulação", afirma o especialista que fará palestra no próximo dia 17 de outubro, em São Paulo, dentro do seminário DESINFORMAÇÃO: ANTÍDOTOS E TENDÊNCIAS, promovido pela Associação Nacional de Jornais (ANJ). 

O diretor de programa da Witness sustenta ainda a necessidade de expandir a alfabetização digital. Para ele, é urgente aprimorar a capacitação das pessoas que trabalham com grupos vulneráveis, como jornalistas e defensores dos direitos humanos, e cujo trabalho pode ser afetado negativamente pela tecnologia deepfake.

Gregory também diz que a sociedade civil deve desenvolver uma posição sobre o papel que as grandes empresas de tecnologia devem desempenhar. “De várias maneiras, as plataformas têm maior probabilidade de detectar deepfakes. Devemos ser claros agora como sociedade civil sobre o que queremos que eles detectem e como queremos que eles informem o público, os governos e as principais instituições de vigilância.”

O especialista alerta para o risco de o combate às deepfakes se tornar um pretexto de para sufocar a livre expressão. "É bom não ser apocalíptico sobre isso, mas usar esse momento para ter uma discussão racional", diz. "O maior dano dos deepfakes pode ser fazer as pessoas questionarem tudo", completa o especialista, autor de amplo estudo sobre o tema (leia aqui na íntegra).

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https://www.wired.com/story/prepare-deepfake-era-web-video/?bxid=5be9cfa13f92a40469df6bf5&cndid=899600&esrc=Wired_etl_load&source=EDT_WIR_NEWSLETTER_0_DAILY_ZZ&utm_brand=wired&utm_campaign=aud-dev&utm_content=C&utm_mailing=New%20Campaign&utm_medium=email&utm_source=nl&utm_term=list1_p4

https://www.wired.com/story/most-deepfakes-porn-multiplying-fast/?bxid=5be9cfa13f92a40469df6bf5&cndid=899600&esrc=Wired_etl_load&source=EDT_WIR_NEWSLETTER_0_DAILY_ZZ&utm_brand=wired&utm_campaign=aud-dev&utm_content=C&utm_mailing=New%20Campaign&utm_medium=email&utm_source=nl&utm_term=list1_p2

https://www.wired.com/video/watch/researcher-explains-deepfake-videos