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Detalhe da capa do relatório do Deeptrace Labs Detalhe da capa do relatório do Deeptrace Labs / Reprodução

Ameaça ao ambiente político, deepfakes são hoje mais usadas para destruir a reputação de celebridades femininas

Em apenas cinco anos, os vídeos adulterados por meio de inteligência artificial e usados para espalhar desinformação nas redes sociais, conhecidos como deepfakes, passaram de imagens toscas a montagens muito mais reais. As adulterações ainda não são perfeitas, mas o fácil acesso à tecnologia para edição de imagens em movimento faz com que esse tipo de falsidade on-line ameace eleições, entre elas os pleitos do ano que vem no Brasil (municipais) e nos Estados Unidos (presidencial), que nos últimos anos têm sido alvo de desinformação digital em diferentes democracias. Neste momento, porém, as celebridades femininas são o principal alvo dos deepfakes.   

Relatório do Deeptrace Labs descobriu que o número de vídeos falsos prolifera a um ritmo alarmante. O laboratório identificou 14.678 deepfakes em várias plataformas de streaming e sites pornográficos, um aumento de 100% em relação à sua medição anterior, 7.964 em dezembro de 2018. A maioria esmagadora, 96%, envolve a simulação de pornografia com mulheres, em especial as celebridades, cujas imagens são transformadas em fantasias sexuais sem o seu consentimento.

Mesmo em percentual menor, os vídeos produzidos para destruir reputações abrangem diferentes profissões, incluindo políticos e figuras corporativas, particularmente no YouTube, são altamente nocivos. Talvez por isso, o relatório reconheça que os deepfakes podem prejudicar seriamente o cenário político.

Leia mais em:

https://www.vox.com/2019/10/7/20902215/deepfakes-usage-youtube-2019-deeptrace-research-report

https://www.vox.com/future-perfect/2019/5/31/18645993/ai-deepfakes-gan-explained-machine-learning