Fatos verificados nunca terão a mesma audiência que a desinformação, diz chefe de fact-checking britânica Reprodução

Fatos verificados nunca terão a mesma audiência que a desinformação, diz chefe de fact-checking britânica

A experiência das agências de verificação de fatos do Reino Unido em desvendar a enxurrada de desinformação nas redes sociais sobre o processo britânico de saída da União Europeia, o Brexit – iniciado em 2016 –, revela um jogo muito desigual para o jornalismo em relação à capacidade de multiplicação dos conteúdos carregados de desinformação nas redes sociais.  

"Se o jogo é que algumas pessoas lançam informações falsas e outras divulgam informações verdadeiras, e as informações verdadeiras precisam atingir todas as pessoas que leem as informações falsas, esse jogo não pode ser vencido", diz Will Moy, executivo-chefe da Full Fact, a maior verificadora de fatos do Reino Unido.

Moy, segundo reportagem do site Press Gazette, afirma ser um equívoco imaginar que é possível acabar com os conteúdos falsos mesmo depois de eles serem revelados e marcados pelos verificadores. Além disso, segundo ele, a quantidade gigantesca de desinformação empurra os jornalistas a demorados trabalhos em relação a temas que, no fundo, são de pouco interesse dentro dos grandes debates, como é o caso do Brexit.

Nem por isso a ação dos verificadores e menos importante. Mais: o trabalho precisa ir além da checagem do fato. Moy conta que, depois da verificação, a Full Fact, po rexemplo, solicita às pessoas que corrijam o registro e, em seguida, procura "os padrões nas milhares de verificações de fatos que fizemos e descobrimos onde o sistema está errado".

Leia mais em:

https://pressgazette.co.uk/three-men-charged-over-alleged-attack-on-guardian-columnist-owen-jones/