Jornalista é assassinado em meio a protestos contra presidente do Haiti Reprodução

Jornalista é assassinado em meio a protestos contra presidente do Haiti

O jornalista haitiano Néhémie Joseph, da Radio Méga, foi encontrado morto em seu carro na noite da quinta-feira (10) da semana passada, em Mirebalais, no Haiti, segundo a Associated Press. O profissional, que cobria os protestos que pedem a queda do presidente Jovenel Moïse, afirmara em setembro que havia sido ameaçado por políticos, informou a agência de notícias, acrescentando que o motivo de seu assassinato ainda não está claro.

Em 10 de junho, quando o país já registrava manifestações contra o governo, o jornalista Pétion Rospide, da Radio sans fin, foi morto a tiros enquanto voltava para casa do trabalho, em Porto Príncipe, segundo relatou Teresa Mioli, do Centro Knight. Depois, em 23 de setembro, o fotojornalista Dieu Nalio Chery foi atingido de raspão no rosto por uma bala disparada por um político no jardim do Senado. Mais recentemente, de acordo com o Centro Knight, Edmond Joseph Agénor, cinegrafista da Radio sans fin, foi atingido por um tiro no dia 30 de setembro, enquanto cobria um protesto do lado de fora do aeroporto de Porto Príncipe.

No caso mais recente, Joseph escreveu no Facebook que alguns políticos o ameaçaram após um de seus programas e o acusaram de incitar protestos. Não ficou claro, no entanto, se esse foi o motivo de sua morte. "A imprensa não deve reivindicar vítimas e corpos", disse a Associação de Jornalistas Profissionais de Artibonite, pedindo à Justiça que investigue o assassinato.

Em meio aos protestos que paralisam o país há quase um mês, há registro de cerca de 20 mortes e mais de 200 feridos.

Leia aqui a íntegra do texto do Centro Knight.