Brasil piora posição em ranking que revela maior uso de desinformação nas redes sociais como censura e manipulação Reprodução

Brasil piora posição em ranking que revela maior uso de desinformação nas redes sociais como censura e manipulação

Os governos ao redor do mundo recorrem cada vez mais às redes sociais para, por meio de desinformação, manipular eleições e monitorar seus cidadãos, uma tendência preocupante para a democracia, alerta relatório publicado nesta terça-feira (5) pela organização norte-americana Freedom House. O Brasil está entre os cinco países que registraram queda mais expressiva na liberdade na internet (o país passou da 17ª para a 20ª posição), diz o estudo, logo atrás do Sudão e Cazaquistão e seguido por Bangladesh e Zimbábue. A liberdade on-line registrou queda em 33 dos 65 países examinados. 

“Muitos governos estão descobrindo que nas redes sociais a propaganda funciona melhor que a censura”, disse Mike Abramowitz, presidente da Freedom House. “Autoritários e populistas de todo o mundo estão explorando a natureza humana e os algoritmos de computador para conquistar as urnas, passando por cima das regras elaboradas para garantir eleições livres e justas”, completou.

O documento anual sobre a liberdade on-line da organização destaca evidências de “programas avançados de vigilância nas redes sociais” em pelo menos 40 países. O relatório afirma que a liberdade na internet registrou queda pelo nono ano consecutivo, com autoridades em alguns países simplesmente eliminando o acesso à rede como parte de seus esforços para manipular, enquanto outros Estados usam exércitos de propaganda para distorcer informações nas plataformas sociais.

Em 47 dos 65 países, indivíduos foram detidos por suas opiniões políticas, sociais ou religiosas compartilhadas on-line. E as pessoas foram submetidas a violência física por suas atividades na internet em pelo menos 31 países.

A China permanece como o pior país em termos de liberdade na internet pelo quarto ano consecutivo, com aumentos do controle do governo em meio aos protestos em Hong Kong e antes do 30º aniversário do massacre de Tiananmen (Praça da Paz Celestial), indica o relatório.

Nos Estados Unidos, diz o estudo, “funcionários e agências de imigração ampliaram a vigilâncias sobre as pessoas”. “Agentes monitoraram com maior frequência plataformas em redes sociais e realizaram buscas sem garantia dos dispositivos eletrônicos dos viajantes para coletar informações sobre atividades constitucionalmente protegidas, como protestos pacíficos e jornalismo crítico”, informa a Freedom House.

Leia mais em:

https://www.freedomonthenet.org/report/freedom-on-the-net/2019/the-crisis-of-social-media

https://istoe.com.br/desinformacao-orquestrada-pelos-paises-ameaca-a-democracia-adverte-ong/