Fenômeno das notícias falsas reforça confiança no jornalismo e afeta credibilidade das redes sociais, diz pesquisa Consultoria Kantar

Fenômeno das notícias falsas reforça confiança no jornalismo e afeta credibilidade das redes sociais, diz pesquisa

Pesquisa realizada pela Consultoria Kantar, com 8 mil pessoas de quatro países escolhidos por conta do momento político econômico pelo qual estão passando – Brasil, Estados Unidos, França e Reino Unido – apontou que as redes sociais são as que mais perderam credibilidade com a propagação de fake news. Ao mesmo tempo, informar-se nos veículos que exercem jornalismo profissional, de reputação e credibilidade – jornais, revistas e canais de TV e rádio –, é a prática mais citada pelos entrevistados para combater as notícias falsas, seguida por regulação (44% e 42%, respectivamente).

A cada 100 consumidores de notícias ouvidos, 58 afirmaram ter menor confiança no noticiário político e eleitoral visto em redes sociais em razão das notícias. Para 32% não houve alteração, e 10% disseram que sua confiança aumentou. Os aplicativos de mensagens também perderam espaço credibilidade junto aos dos usuários: 57% se disseram menos confiantes nesses meios. Em compensação, a cresce reputação dos chamados veículos consolidados. De acordo com o estudo, chamado “Trust in News“(Confiança na Notícia), 77% dos entrevistados que buscam notícias em meios digitais disseram agora confiar igualmente ou mais nos jornais impressos e nas revistas. Além disso, segundo a Kantar, três quartos dos consumidores de notícias confiam nas mídias impressas da mesma forma ou mais do que antes do fenômeno das fake news.

Outra constatação do estudo foi que as audiências estão se tonando mais “informadas e sofisticadas” tanto no envolvimento quanto na avaliação do noticiário. Entre os pesquisados, 39% das pessoas disseram que hoje acessam mais fontes de notícias do que faziam há um ano, enquanto 73% consideram o jornalismo fundamental para a democracia. O levantamento mostra interesse cada vez maior por notícias, com a crença de que a exatidão “é uma das pedras fundamentais de uma sociedade democrática”. O levantamento aponta ainda que a imprensa está sob mais vigilância que nunca. Entre os brasileiros, 76% dos entrevistados disseram que sempre, ou quase sempre, preocupam-se em identificar a fonte das informações que acessam, o maior índice entre os quatro países pesquisados.

Jovens dispostos a pagar por conteúdo online de qualidade

A pesquisa indica ainda que os jovens são os mais propensos a pagar por notícias online: 42% dos entrevistados de 18 a 34 anos pagaram por algum tipo de conteúdo no último ano. De acordo com o estudo, há um interesse maior por notícias entre os consumidores desta faixa etária: 49% dos entrevistados usam mais fontes de notícias do que há um ano.

Leia mais em:

http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2017/10/1931635-fake-news-alteram-habitos-do-publico-indica-pesquisa.shtml

https://oglobo.globo.com/economia/onda-de-fake-news-mudou-forma-de-consumir-noticias-online-diz-kantar-22015863