CPJ condena ataques do governo Maduro a jornalistas e emite alerta de segurança a profissionais na Venezuela

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ, na sigla em inglês) exigiu nesta quarta-feira (12) que as autoridades da Venezuela garantam a segurança dos jornalistas para que eles possam cobrir as manifestações no país. “Os cidadãos não podem receber informação sobre a crise política e econômica que atravessa o país quando os jornalistas são atacados, detidos arbitrariamente e perseguidos pelas forças de segurança”, afirmou Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ. A entidade também emitiu hoje um alerta de segurança, com informações e orientações para os comunicadores que cobrem ou pretendem cobrir as manifestações na Venezuela.

Os protestos no país passaram a ocorrer com mais frequência depois que o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, destituiu a Assembleia Nacional. A medida foi suspensa posteriormente, mas a oposição ao governo de Nicolás Maduro afirma que, mesmo assim, o Parlamento não tem mais poderes no país. A organização Espacio Público, de defesa à liberdade de expressão, documentou pelo menos 29 casos de jornalistas agredidos, perseguidos, atacados ou impedidos de cobrir os protestos em Caracas e em outras venezuelanas entre 30 de março e 8 de abril.

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https://cpj.org/es/2017/04/venezuela-periodistas-cubriendo-protestas-agredido.php

https://cpj.org/es/2017/04/aviso-de-seguridad-del-cpj-cubriendo-las-protestas.php