Liberdade de imprensa avança na Argentina, mas há violência a jornalistas e empresas, diz Adepa

A Associação de Entidades Jornalísticas Argentinas (Adepa, na silga em espanhol) informou nesta terça-feira (11) ter registrado nos seis últimos meses uma melhora acentuada nas relações entre a imprensa e o poder público no país após mais de uma década marcada por “graves desvios”. A associação, entretanto, alertou para casos de agressões contra meios de comunicação e jornalistas neste período, “alimentadas por um clima de polarização e intolerância”.

Em relatório semestral, a Adepa relatou ataques sofridos em manifestações ou lugares públicos, agressões provenientes do poder público, ameaças de organizações criminosas, hackeamentos e abusos policiais. Neste último caso, a associação ativou o protocolo de proteção à imprensa do Ministério de Segurança, a partir de denúncia de comunicadores.

A Adepa salientou que, ao mesmo tempo, os avanços são evidentes. “Não foi observado neste período uma estratégia sistemática de perseguição e represália estatal contra o jornalismo, a divergência e a crítica. Tampouco há utilização generalizada de recursos públicos como ferramenta de censura indireta”, disse a entidade em seu relatório. A instituição frisou ainda que a normalização institucional entre imprensa e poder público permite que jornalistas e veículos de comunicação possam enfrentar de forma mais eficiente outros desafios impostos à imprensa, como os econômicos e tecnológicos

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