Apreensão de dados de repórter do The New York Times é violação ao direito de sigilo da fonte, diz SIP Reprodução

Apreensão de dados de repórter do The New York Times é violação ao direito de sigilo da fonte, diz SIP

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) repudiou nesta terça-feira (12) a apreensão, por parte do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, de registros de telefone e email da repórter Ali Watkins, do jornal The New York Times. A entidade qualificou a ação como uma "violação” ao direito de sigilo da fonte jornalística.

O presidente da SIP, Gustavo Mohme, disse que a iniciativa do Departamento de Justiça dos Estados Unidos tem “efeitos negativos para o exercício do jornalismo, especialmente para a compilação de informação de interesse público proveniente de fontes anônimas". Mohme destacou que situações como esta evidenciam a necessidade de uma lei federal nos Estados Unidos para proteger as fontes jornalísticas.

No caso envolvendo a repórter Ali Watkins, promotores públicos obtiveram os registros de empresas de telecomunicações como parte de uma investigação relacionada a vazamentos de informações, segundo o jornal. Trata-se do primeiro caso pode resultar em quebra do direito de sigilo da fonte jornalística no mandato do presidente Donald Trump, hostil à imprensa desde a campanha eleitoral de 2016.  

O direito de sigilo da fonte tem sido atacado com frequência nos Estados Unidos na última década. O governo Barack Obama, diz o CPJ, estabeleceu recorde para processos relacionados a vazamentos, e foi criticado em 2013 por intimar os registros de repórteres da Associated Press. Sob a administração Trump, o procurador-geral Jeff Sessions, durante coletiva no ano passado, gabou-se de triplicar o número de investigações de vazamento e pediu revisão das diretrizes internas do Departamento de Justiça para potencialmente tornar mais fácil a obtenção de registros de jornalistas.

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