Preso, vereador suspeito de mandar matar radialista no Pará nega envolvimento no crime Reprodução

Preso, vereador suspeito de mandar matar radialista no Pará nega envolvimento no crime

O vereador Cesar Monteiro (PR), suspeito de encomendar o assassinato do radialista Jairo de Souza, entregou-se à polícia depois de ter sido considerado foragido. O parlamentar, segundo a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), negou envolvimento no crime. Souza foi morto em 21 de junho, na cidade de Bragança, no Pará. Cinco meses após o crime, oito pessoas foram presas e uma continua foragida.

Souza foi assassinado com dois tiros ao chegar ao trabalho, na Rádio Pérola FM, na cidade de Bragança. O radialista sofria ameaças e andava há 12 anos com colete à prova de balas. As investigações, diz a Abraji, indicam que a motivação do crime foi possivelmente política – o profissional da imprensa denunciava diariamente a administração pública de seu município e de cidades vizinhas em seu programa de rádio, Show da Pérola.

A morte do jornalista paraense é o segundo caso investigado pela equipe da dentro do Programa Tim Lopes, desenvolvido com o apoio da Open Society Foundations para combater a violência contra jornalistas e a impunidade dos responsáveis. O primeiro caso foi o de Jefferson Pureza, 39 anos, em Edealina, no interior de Goiás, executado com 3 tiros na cabeça enquanto descansava na varanda de sua casa, em 17 de janeiro. Seis pessoas estão detidas.

No Programa Tim Lopes, em caso de crimes ligados ao exercício da profissão, uma rede de veículos da mídia tradicional e independente é acionada para acompanhar as investigações e publicar reportagens sobre as denúncias em que o jornalista trabalhava até ser morto. Integram a rede hoje: Agência Pública, Correio (BA), O Globo, Poder360, Ponte Jornalismo, Projeto Colabora, TV Aratu, TV Globo e Veja.

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