Regramento sobre conteúdo e atividade jornalística na eleição da Guatemala é censura, diz SIP Reprodução/SIP

Regramento sobre conteúdo e atividade jornalística na eleição da Guatemala é censura, diz SIP

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) rejeitou de forma enfática e classificou como censura, nesta terça-feira (12), o regramento adotado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da Guatemala. As regras, segundo a entidade jornalística, minam “as liberdades de expressão, de imprensa e de empresa" para impor a mídia privada parâmetros obrigatórios de como conduzir entrevistas, debates e fóruns com candidatos a eleições gerais, marcadas para 16 de junho.

O regramento exige que a mídia apresente a atividade programada com antecedência à Unidade Especializada em Estudos de Mídia e Opinião do TSE. Este órgão será responsável por "aprovar a programação". Regula os temas que podem ser discutidos nos debates, define o tempo de um candidato para se expressar e estabelece que o moderador dos debates deve ser guatemalteco.

"O TSE poderia estabelecer regulamentos a meios de comunicação públicos, partidos políticos e propaganda política, no entanto, impor essas medidas à iniciativa privada constitui um ato de interferência que mina as liberdades de expressão, de imprensa e de companhia", enfatizou María Elvira Domínguez, presidente da SIP. "Nós estamos falando sobre a censura (...) As medidas do TSE restringem descaradamente a liberdade do jornalista e a autonomia jornalística da mídia”, acrescentou María Elvira, diretora do jornal colombiano El País.

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