Após mais um assassinato, SIP exige ação do governo Obrador para proteger jornalistas do México Reprodução

Após mais um assassinato, SIP exige ação do governo Obrador para proteger jornalistas do México

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o oitavo assassinato de jornalista no México desde a posse do presidente Andrés Manuel López Obrador, em dezembro de 2018. A presidente da SIP, María Elvira Domínguez, instou o novo governo mexicano a "mostrar vontade política para cumprir o seu dever de proteger profissionais de imprensa". Ela também cobrou das autoridades mexicanas a correção imediata no sistema de proteção de segurança dos comunicadores do país, assim como a investigação dos crimes e o fim da impunidade.

No caso mais recente, a vítima é Francisco Romero, morto após sofrer ameaças em Quintana Roo, estado do leste do México. O corpo do jornalista foi encontrado na manhã da última quinta-feira (16) no balneário de Playa del Carmen. O profissional dirigia o site de notícias Ocurrió Aquí e era colaborador do jornal Quintana Roo Hoy e do semanário digital Playa News, cujo diretor, Rúben Pat, foi assassinado em 2018, assim como outro jornalista colaborador do veículo, José Guadalupe Chan Dzib. Romero havia apresentado uma denúncia em 12 de abril pelo crime de ameaças e estava sob o mecanismo de proteção a jornalistas.

Além de Romero, foram mortos no México desde 1º de dezembro, data da posse de Obrador, os seguintes jornalistas: Telésforo Santiago (2 de maio, em Oaxaca); Omar Iván Camacho (25 de março, em Sinaloa); Santiago Barroso Alfaro (15 de março, em Sonora); Jesús Eugenio Ramos (9 de fevereiro, em Tabasco); Rafael Murúa Manríquez (19 de janeiro, na Baja California Sur); Diego García Corona (4 de dezembro, em Morelos); e Jesús Alejandro Márquez (1º de dezembro, em Nayarit).

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