Cresce a violência contra a imprensa na Colômbia; poder público é um dos principais agressores

Cresce a violência contra a imprensa na Colômbia; poder público é um dos principais agressores

A ameaça do poder público a jornalistas é hoje um dos principais instrumentos contra à liberdade de imprensa na Colômbia, segundo o mais recente relatório “Estado Depredador”, da Fundación para la Libertad de Prensa (FLIP).

Os poderes executivo, legislativo e judicial, diz o estudo, não cumpriram seu dever de garantir a liberdade de imprensa e, conscientemente, também promoveram censura. Os recursos repressivos envolvem, por exemplo, violência sem proteção ou sanções, política oficial que compra silêncios, estigmatização da imprensa como resposta à crítica, decisões judiciais e falta de transparência nas informações locais.

Em 2017, houve 310 ataques à liberdade de imprensa no país, conforme o levantamento, que afetaram 368 jornalista, 43,5% a mais que no ano anterior. As ameaças destacam-se como a forma mais repetida de coerção. Foram 129 no ano passado. "O problema é que os guardiões de nossas liberdades acabam sendo os primeiros censores", diz o estudo.

Uma das agressões mais frequentes durante 2017 foi a estigmatização: 29 casos contra 17 relatados em 2016. Em 82,7% desses casos, funcionários públicos estão envolvidos. Além disso, os mesmos que ameaçam os jornalistas colombianos são aqueles que exercem econômico sobre as redação. A FLIP, por exemplo, representou 246 meios de comunicação que dependem de mais de 40% da publicidade institucional e 122 em que propagandas de órgãos públicas representam mais de 70% das receitas.

A FLIP registrou um assassinato em 2017, da jornalista María Efigenia Vásquez Astudillo, comunicadora da estação de rádio Renacer Kokonuko e do Conselho Regional Indígena do Cauca.

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http://www.sipiapa.org/notas/1212081-colombia-informe-anual-2017-un-estado-depredador-la-libertad-prensa