Contínua redução na velocidade da internet fortalece a censura promovida pelo governo da Venezuela, diz ONG Reprodução/O Globo

Contínua redução na velocidade da internet fortalece a censura promovida pelo governo da Venezuela, diz ONG

Uma das estratégias do governo de Nicolás Maduro, na Venezuela, para promover censura e impedir que a informação chegue à população é a constante redução da velocidade da internet no país, informou o Instituto de Imprensa e Sociedade (IPYS, na sigla em espanhol) da Venezuela. Recente pesquisa da entidade, realizada com a metodologia e a colaboração do laboratório de dados da internet Measurement (MLAB) e do Open Technology Institute (OTI), mostra que os venezuelanos acessam a internet com a velocidade mais baixa na América do Sul, relatou o Centro Knight.

Nos últimos anos, a diminuição da capacidade da navegação na internet na Venezuela tem afetado grande parte dos venezuelanos que buscam informações por meios digitais, em face da autocensura e da censura dos meios tradicionais pelo governo, disse o IPYS em seu relatório divulgado no fim de fevereiro. O estudo Navegación a la mínima expresión: Condiciones de la calidad de internet de Venezuela foi realizado entre janeiro e fevereiro de 2018. Foram feitos mais de 6 mil testes de velocidade da internet em zonas urbanas, suburbanas e rurais dos 23 Estados venezuelanos para o estudo, de acordo com a organização.

Além disso, em maio de 2017, após as várias manifestações sociais realizadas na Venezuela, o presidente venezuelano assinou um decreto que prorroga o Estado de Exceção e Emergência Econômica (em vigor desde 2016). Isso inclui a implementação de medidas de censura e controle da internet para evitar "campanhas de desestabilização", disse o IPYS Venezuela em seu site. Em novembro do ano passado, Maduro criou a "Lei contra o ódio, para coexistência pacífica e tolerância" que atenta, entre outras coisas, contra a mídia tradicional e digital, afirmou a organização.

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