FaceApp pode sofrer investigação nos EUA

O ESTADO DE S.PAULO - 19/07/2019

O aplicativo russo FaceApp, que permite aos usuários mudar sua aparência para mais jovem ou mais velho, voltou a ser motivo de polêmica. Nos Estados Unidos, um senador democrata pediu ao FBI e à Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês), para que iniciassem uma investigação sobre o app.


Representante de Nova York, Chuck Schumer pediu para que “investiguem os riscos à segurança nacional e à privacidade das pessoas em relação ao FaceApp”. O fato da Wirelesse Lab, empresa que é dona do FaceApp, ser russa não deixou de ser considerado pelo político.

“A localização da FaceApp na Rússia levanta questões sobre se a empresa pode fornecer dados de cidadãos dos EUA a terceiros, incluindo potencialmente governos estrangeiros”, escreveu o senador. Ontem, a consultoria de métricas de aplicativos App Annie informou que o aplicativo já foi baixado mais de 100 milhões de vezes por usuários do Android.

Em seus termos de uso, o aplicativo afirma que entrega informações dos usuários para a desenvolvedora russa Wireless Lab e seus parceiros. “Entre as informações coletadas, estão as páginas da web que você visita”, diz parte do documento, que pode ser consultado por qualquer pessoa.

Segundo a companhia, ela não compartilha ou vende nenhuma informação dos usuários para terceiros. É uma meia verdade: ela pode não vender nome ou endereço físico, mas compartilha cookies, conexões e outras informações de navegação.

Procon. O órgão de defesa do consumidor Procon-SP também levantou dúvidas sobre o FaceApp:ontem, a fundação notificou oficialmente o FaceApp, bem como Apple e Google, para apurar possíveis violações de privacidade – as duas últimas “hospedam” o FaceApp em suas lojas de aplicativos AppStore e PlayStore. Procuradas pelo Estado, Apple e Google decidiram não comentar. Já o FaceApp não respondeu às solicitações de entrevista feitas pela reportagem