Zuckerberg promete combate à desinformação na eleição do Canadá, mas recusa convite para painel sobre privacidade Reprodução/Reuters

Zuckerberg promete combate à desinformação na eleição do Canadá, mas recusa convite para painel sobre privacidade

Parlamentares do Canadá criticaram o bilionário Mark Zuckerberg, CEO e proprietário do Facebook, por ter recusado um convite para testemunhar sobre privacidade e democracia em painel internacional na capital do país, Ottawa. As eleições gerais canadenses serão realizadas em outubro, e esta semana a maior rede social do mundo assinou uma declaração não obrigatória junto ao governo do Canadá sobre a integridade eleitoral.

A ausência de Zuckerberg no encontro, realizado na segunda-feira (27), desqualifica o discurso do CEO, que pelo segundo ano ignora convite para se dirigir a um comitê de legisladores internacionais que investigam desinformação, privacidade e como proteger a democracia, disseram legisladores.

Nathaniel Erskine-Smith, do Partido Liberal Canadense, afirmou que Zuckerberg escreveu um editorial há dois meses, no qual afirmou estar “ansioso” para discutir “com os legisladores de todo o mundo” os assuntos abordados pelo comitê. “Se (Zuckerberg) fosse um indivíduo honesto ao escrever essas palavras, estaria sentado naquela cadeira hoje”, disse Erskine-Smith, segundo a Reuters.

Kevin Chan e Neil Potts, ambos diretores de políticas globais do Facebook, participaram da reunião do comitê e responderam às perguntas.

A Microsoft assinou a mesma declaração que o Facebook. As duas companhias concordaram em intensificar esforços para combater a desinformação, promover salvaguardas de cibersegurança e explicar suas regras sobre a aceitação de publicidade política.

“Peço que outras plataformas façam o mesmo nos próximos dias”, disse a ministra de Instituições Democráticas, Karina Gould, em uma referência clara ao Twitter e ao Google.

No mês passado, a ministra reclamou que as principais empresas de mídia social do mundo não estavam fazendo o suficiente para ajudar a combater potenciais estrangeiros se intrometerem na eleição e disse que o governo pode ter que regulá-las. “A era do Velho Oeste online não pode continuar – inação não é uma opção”, destacou.

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