Nicarágua vai de violência a jornalistas em manifestos à pesada censura em pouco mais de um ano Reprodução

Nicarágua vai de violência a jornalistas em manifestos à pesada censura em pouco mais de um ano

Um pouco mais de um ano após os primeiros protestos contra o presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, em abril de 2018, a repressão à imprensa no país passou dos ataques a jornalistas nas coberturas das manifestações à complexa e pesada censura, relata o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ).

Desde os primeiros protestos contra o governo, o CPJ registrou os ataques nas manifestações; assédio e ameaças a jornalistas em redes sociais e na mídia oficial; detenções arbitrárias; invasões de meios de informação; e vigilância e prisão de jornalistas, além de duas mortes. A maioria dos canais de TV e dos principais jornais hoje é de propriedade de membros da família presidencial ou aliados do governo, como o mexicano Remigio Ángel González, magnata da mídia.

Poucos veículos reportam de forma crítica o governo por medo de pressão, e essas organizações não escapam da represália governamental. Carlos Fernando Chamorro, filho da ex-presidente Violeta Chamorro e proprietário do jornal online El Confidencial, por exemplo, teve de se exilar na Costa Rica com sua família. O jornal La Prensa, o mais antigo da Nicarágua, interrompeu sua edição impressa, uma vez que o governo retém, por meio da Direção Geral de Aduanas (DGA), a entrega de tinta, papel e outros suprimentos de impressão ao jornal.

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