Paywall consolida-se entre jornais da América Latina Reprodução

Paywall consolida-se entre jornais da América Latina

O modelo de negócio com base no paywall ganhou força em 2017 entre os jornais da América Latina, relata o Centro Knight. Alguns dos principais diários da Argentina, Brasil, Colômbia e México decidiram adotar esse modelo na busca por maior sustentabilidade financeira, frente à dominação quase total do mercado de publicidade digital por parte de plataformas como Facebook e Google. 

“Os avisos de publicidade programática – que se anunciam em tempo real e mediante algoritmos – os banners e displays publicitários não têm sido suficientes para que os jornais possam atrair mais anunciantes. Por isso, está voltando com força a ideia de que o dinheiro online tem de vir dos leitores", diz o diretor para as Américas da Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias (WAN-IFRA), Rodrigo Bonilla

Álvaro Triana, diretor do Innovation Media Consulting, lembra que as plataformas digitais Facebook e Google monopolizaram mais de 70% do mercado mundial da publicidade digital. Na América Latina apenas 12% do total da renda das empresas de mídia vêm de fontes digitais, conforme o relatório Media Flow of Founds 2017, da Consultoria Arthur D. Little

No Brasil, Ricardo Pedreira, diretor executivo da Associação Nacional de Jornais (ANJ), acredita que o modelo de assinaturas digital é um caminho sem retorno não só em razão dos problemas do velho modelo de negócio de jornalismo baseado na renda de publicidade, mas também pela forte recessão econômica que o país vem enfrentando nos últimos anos. Para ele, todos os grandes jornais brasileiros estão em um processo de transição para que a renda das assinaturas digitais seja a maioria de sua receita.

Segundo dados do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), a participação de assinaturas online dos cinco maiores jornais do Brasil – Folha de S. Paulo, O Globo, Super Noticia, O Estado de S.Paulo e Zero Hora – tem crescido de forma consistente.

"Até a primeira semana de agosto de 2017, as assinaturas digitais representavam 42% do total de assinantes dos meios citados. No ano passado, essa porcentagem foi de 39%, ou seja, há um aumento na participação de assinaturas on-line na cobrança de jornais", disse o diretor executivo da ANJ. Como uma das estratégias econômicas dos jornais brasileiros, Pedreira mencionou a concentração da distribuição do jornal impresso em grandes regiões metropolitanas, e a busca de assinaturas digitais no interior dos estados, nas zonas afastadas.

Leia mais em:

https://knightcenter.utexas.edu/pt-br/blog/00-19009-paywall-na-america-latina-reportagem-especial-do-centro-knight-sobre-assinaturas-digit