Imprensa tem de compartilhar conhecimento e responsabilidade para enfrentar a COVID-19, diz especialistas

Imprensa tem de compartilhar conhecimento e responsabilidade para enfrentar a COVID-19, diz especialistas

Os jornalistas e as organizações de notícias estão desafiados a, durante a crise de saúde provocada pela pandemia da COVID-19, encontrar um equilíbrio entre a informação precisa e a responsabilidade para não causar pânico nas pessoas, escreve Raúl Magallón Rosa, no site The Conversation.

“Outro elemento fundamental da reflexão são as pesquisas e anúncios de cura, tratamento e vacinas contra o coronavírus por diferentes atores: empresas farmacêuticas, laboratórios, pesquisadores, artigos científicos pré-publicados”, diz o professor do Departamento de Comunicación da Universidade Carlos III, da Espanha. Antes de citá-las, assinala, é necessário que essas informações tenham sido revisadas por pelo menos duas fontes especializadas.

“As fontes utilizadas, o idioma escolhido, as diferentes abordagens e o conhecimento da complexidade, dinamismo e natureza global do fenômeno e o compromisso de combater o sensacionalismo são alguns dos desafios que jornalistas e fontes oficiais enfrentarão”, diz Magallón Rosa, que ressalta a importância de iniciativas globais e locais para estabelecer guias de boas práticas e de fontes oficiais e de especialistas sobre os principais temas relacionados à nova doença.

Magallón Rosa destaca o trabalho realizado pela organização verificadora de informações First Draft como um modelo a ser seguido. O guia (que pode ser acessado aqui) possui ferramentas de checagem, recomendações éticas e deontologia jornalística sobre como relatar, um banco de dados sobre notícias falsas, fontes de dados e informações confiáveis, além de uma áreas com respostas a perguntas frequentes podem surgir entre os jornalistas.

O professor da Universidade Carlos III lembra que a imprensa precisa ainda estar preparada para outro cenário natural neste momento: especular ou fazer especialistas especularem com possíveis cenários com responsabilidade, uma vez que todos têm problemas para entender como os eventos evoluem e não se sabe ao certo o que acontecerá nas próximas semanas.

A mídia, continua o especialista, deve filtrar cuidadosamente as informações das agências de notícias que são publicadas automaticamente em seus sites. Além disse, Magallón Rosa sustenta que as redes sociais devem ser utilizadas pela imprensa como plataformas de inteligência colaborativa. Nesse sentido, a mídia deve fornecer aos leitores as ações específicas que podem ser tomadas, enquanto coleta nas redes sociais as iniciativas espontâneas dos cidadãos para se adaptarem aos novos hábitos que acompanham a pandemia.

Leia aqui a íntegra do texto de Magallón Rosa com links para outros guias importantes.