Maioria dos brasileiros defende lei que responsabiliza redes sociais por desinformação on-line

Maioria dos brasileiros defende lei que responsabiliza redes sociais por desinformação on-line

A mais recente pesquisa do Ibope sobre a desinformação espalhada nas redes sociais revela que a maioria da população brasileira (90%) concorda que é preciso uma lei que exija as empresas responsáveis por redes socias, como Facebook e Google, a proteger sociedade contra a desinformação. Em paralelo, o jornalismo, por meio da verificação de fatos, é visto como fundamental no combate a notícias falsas, uma vez que 81% dos entrevistados defendem legislação que obrigue as empresas de redes sociais a mostrarem artigos com checagem de fatos independentes para todas as pessoas expostas a conteúdo falso ou enganoso, enquanto 15% discordam da medida, segundo informação do jornal O Globo.

O estudo, encomendada pela rede de mobilização Avaaz, foi realizado no momento em que a desinformação on-line é tema de ao menos dois projetos de lei em discussão no Congresso. Nesta semana, o Senado começa hoje a analisar um projeto de lei do senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) que estabelece normas e mecanismos de transparência para redes sociais e serviços de mensagens da internet para combater abusos. Outro texto semelhante foi apresentado na Câmara.

Transparência

Segundo a pesquisa do Ibope, 76% dos entrevistados concordam com a proposta de exigir que as redes sociais rotulem contas automatizadas, os chamados perfis “robôs”. Outros 20% discordam e 4% não souberam responder. Além disso, 71% concordam que as redes sociais informem em anúncios e postagens quem pagou por eles. Para o mesmo número de entrevistados, o Congresso deve exigir que as empresas de mídia sociais removam contas falsas que tentam enganar as pessoas, e ao mesmo tempo, garantam que usuários possam usar outro nome em seus perfis por motivos de segurança ou por serem contas de humor.

De acordo com reportagem de O Globo,  68% acreditam que o governo não está fazendo o suficiente para lidar com a desinformação, enquanto 24% avaliam que faz o suficiente. A confiança é ainda menor na forma como as empresas que controlam as redes sociais, como Facebook, YouTube e Twitter, tratam o tema. De acordo com a pesquisa, 72% não confiam nelas, contra 20% que confiam na ação das plataformas.

O levantamento aponta ainda que 76% dos eleitores estão muito preocupados ou um pouco preocupados com as notícias falsas e com a desinformação na internet e redes sociais, enquanto 22% disseram que não estão preocupados. Outros 15% discordam da medida, enquanto 3% não sabem ou não responderam.

Leia mais em:

https://blogs.oglobo.globo.com/sonar-a-escuta-das-redes/post/criacao-de-lei-contra-fake-news-e-apoiada-por-nove-em-cada-dez-brasileiros-aponta-ibope.html

Pandemia e trabalho recomendações do MPT