O POVO veicula projeto transmídia Semiárido das Nascentes /Divulgação

O POVO veicula projeto transmídia Semiárido das Nascentes

A repórter Ana Mary C. Cavalcante e o fotógrafo Mateus Dantas percorreram 1.783 quilômetros, que resultou no especial que o leitor do O POVO começa a acompanhar hoje, 11, em diversas plataformas. O projeto transmídia Semiárido das Nascentes abre as portas de um "sertão encantado".

Saindo de São Gonçalo do Amarante, a equipe passou por Crateús, Parambu, Senador Pompeu, Quixeré e Jaguaribe antes de voltar a Fortaleza. Foi em direção ao sul, cruzou rumo ao Oeste e subiu ao Litoral. Por estradas de terra, encontrou um Sertão que se desdobra em outros dez, numa simbiose de tradição e futuro. De um lado, o sertão das hortaliças e frutas, da galinha caipira, dos quintais e do bordado. Do outro, aquele que aprendeu o reuso de suas águas, o do biodigestor, da energia solar e eólica, do empreendedorismo.

Ana Mary e Mateus foram em busca dos sítios e comunidades, reunindo novos e antigos sertanejos. "Nas outras coberturas, encontramos principalmente a luta contra a seca. Agora, aprofundamos um olhar pra convivência com o semiárido", explica Ana Mary, se referindo à angulação do especial, mais a série A Peleja da Água, publicada pelo O POVO desde o início dos anos 2000.

Segundo a jornalista, houve uma mudança de valores: "O que antes era lutar com o Sertão, virou lidar com o Sertão". Opinião semelhante tem Mateus, repórter fotográfico que em 2018 também viajou para produzir outro especial de A Peleja da Água: "Minha ideia era mostrar um Sertão esperançoso. As fotos contam que existe vida, que as pessoas conseguem prosperar, apesar das dificuldades".

Interagindo com o texto de Ana Mary e com as fotografias de Mateus, o desenho de páginas elaborado pelo designer Gil Dicelli funciona como um bordado, uma trilha visual. "A paisagem-página deve guiar o olhar, evidenciar sua natureza e convidar o leitor a se arriscar pela reportagem", explica Gil, que estabeleceu o projeto gráfico depois de longas conversas com a equipe de viajantes. As fotos grandes, segundo ele, "tentam abarcar imensidões"; As tipografias resgatam "o aspecto humano, documental, como um livro de viagens".

Além do especial impresso e do caderno de viagens, Semiárido das nascentes se desdobra por uma série de outras linguagens, como explica Emerson Maranhão, coordenador de Transmídia do O POVO. "Temos uma websérie com seis episódios e um documentário que será exibido pela TV O POVO. Também haverá uma cobertura especial nas redes sociais, live no Facebook, participação em programas de rádio e uma animação em 2D com o percurso realizado pela equipe", resume.

DETALHES DO ESPECIAL


Impresso

Caderno com 16 páginas publicado hoje, 11, encartado na edição do O POVO.

Websérie

Lançada hoje, tem seis episódios que contam a história de personagens que a equipe de reportagem encontrou durante a viagem.

Documentário

Exibição marcada para a próxima sexta, 15, às 16 horas, na TV O POVO. Reunião dos personagens abordados na websérie com foco nas ações que os mesmos desenvolvem para ajudar a mudar a realidade em que vivem.

Rádio

A jornalista Ana Mary C. Cavalcante será uma das entrevistadas no programa Revista O POVO, apresentado por Maisa Vasconcelos. Vai ao ar hoje, a partir das 16 horas, na rádio O POVO/CBN.

Especial Online

Na quarta-feira, 13, entra no ar especial em www.opovo.com.br/historiasdosemiarido

Interatividade

Animação 2D vai mostrar o trajeto de 1783 quilômetros percorrido pelos jornalistas para a elaboração do especial. Uma fotogaleria ajuda a ilustrar esses cenários.

Diário de bordo
As impressões da repórter Ana Mary. Os sentimentos, comentários e percepções que passaram por sua cabeça durante a viagem. Um olhar subjetivo para a cobertura.

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