Michael Copps, ex-presidente da Comissão Federal de Comunicações norte-americana Michael Copps, ex-presidente da Comissão Federal de Comunicações norte-americana / Reprodução

Jornalistas devem contribuir para uma cobertura independente da eleição de 2020, dizem ex-presidentes de agência reguladora dos EUA

A cobertura da mídia sobre a campanha da corrida eleitoral à presidência dos Estados Unidos começou há mais de um ano, mas ainda não conseguiu fornecer aos cidadãos as notícias e informações de que eles precisam para votar. A afirmação é dos ex-presidentes da agência reguladora de telecomunicações norte-americana – Comissão Federal de Comunicações (FCC, na sigla em inglês) –, Michael Copps e Newton Minow. “Um problema crítico que a mídia está evitando é... a própria mídia”, escrevem os dois em artigo publicado no último fim de semana pelo jornal The Seattle Times. Para eles, os jornalistas precisam contribuir para uma solução à crise que vive o jornalismo. “É responsabilidade deles e é nossa democracia que está em jogo”, sustentam.

“Nos próximos meses e durante os debates presidenciais, o público e os próprios candidatos devem exigir que a mídia se responsabilize pela cobertura da campanha”, afirmam os ex-presidentes da FCC. “Os repórteres devem começar a perguntar aos candidatos por que não temos neutralidade da rede e internet aberta, apesar de pesquisas que mostram que 85% do público – republicanos, democratas e independentes – as apoiam. Os repórteres devem perguntar aos candidatos se a consolidação da mídia os incomoda e o que eles podem fazer sobre isso. Os repórteres devem estar se perguntando por que tantas comunidades vivem hoje em desertos de notícias e o que fariam para consertar isso”.

Copps e Minow assinalam que os Estados Unidos enfrentam uma grande crise no jornalismo, afetado pela disrupção da era digital e por um número excessivo de consolidações. Além disso, a mídia sofre o ataque cotidiano do presidente Donald Trump. “Claramente, ele (o presidente) não tem nenhuma compreensão do papel da imprensa livre em uma sociedade democrática”.

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