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Redes sociais voltam a ser vitrine para terrorismo ao vivo em vídeo transmitido no Twitch, da Amazon Reprodução

Redes sociais voltam a ser vitrine para terrorismo ao vivo em vídeo transmitido no Twitch, da Amazon

As redes sociais voltaram a falhar na tentativa de impedir o uso de plataformas interativas para a transmissão ao vivo e propagação de chacinas. Sete meses depois do massacre na Nova Zelândia, quando em especial Facebook e YouTube serviram de vitrine para o terrorismo, o Twitch, da Amazon, foi o canal usado por um atirador para dar publicidade a seu ataque próximo a uma sinagoga na Alemanha.

O vídeo do terrorista, de quase 36 minutos, se assemelha a imagens transmitidas ao vivo, em março, a partir da Nova Zelândia. Cópias completas e partes do vídeo do ataque na Alemanha começaram a aparecer rapidamente em outros lugares on-line, compartilhadas tanto pelos apoiadores da ideologia antissemita do atirador quanto pelos seus críticos.

A Reuters visualizou cópias e links para as imagens postadas no Twitter, 4chan, fóruns fechados e canais supremacistas brancos no aplicativo de mensagens Telegram. O Fórum Global da Internet de Combate ao Terrorismo, cujos membros incluem Facebook, Google, Microsoft e Twitter, informou estar colaborando para derrubar os vídeos usando a tecnologia de codificação “hashing”, que reduz o conteúdo a código para que possa ser encontrado e removido automaticamente.

Em comunicados postados em sua conta oficial no Twitter, o Twitch informou que a transmissão foi vista ao vivo por cinco pessoas e depois disso por 2.200, antes que a empresa a retirasse do ar 30 minutos depois.

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https://br.reuters.com/article/internetNews/idBRKBN1WP2OM-OBRIN