Subdiretor de tráfico do jornal norte-americano The New York Time, Claudio E. Cabrera Subdiretor de tráfico do jornal norte-americano The New York Time, Claudio E. Cabrera Reprodução

Analistas da web ampliam funções e melhoram o conhecimento dos jornais sobre seus leitores, contribuindo para um melhor jornalismo

Profissionais que atuam como analistas de tráfego na internet incorporaram-se às redações nos últimos anos e, atualmente, seus trabalhos vão além da simples análise métrica para garantir visibilidade e audiência a reportagens a partir dos buscadores da web, como o Google, ou nas redes sociais. O principal objetivo dessa função é conhecer os leitores, aprofundar e descobrir novas pautas e fornecer aos repórteres estatísticas capazes de enriquecer o uso da rede de fontes dos profissionais e outros métodos jornalísticos que garantem novos conteúdos úteis, de interesse do público e de qualidade.

É assim que trabalha o subdiretor de tráfico do jornal norte-americano The New York Time, Claudio E. Cabrera. “A ferramentas digitais que os jornalistas usam com regularidade para encontrar notícias, como Dataminr e Google Trends, não podem substituir as fontes e outros métodos tradicionais para buscar histórias que podem se converter em temas do momento ou em geradores de tráfico, tanto nos buscadores como em redes sociais”, diz.

No entanto, o trabalho dos atuais analistas da web funciona como o de um antigo pauteiro potencializado pelas informações que as ferramentas digitais fornecem. Além disso, pelo menos no caso de Cabrera, a atuação dele – que começa todos os dias entre 6 a 7 horas da manhã, prossegue até o fim da tarde. Nesse período, além da análise constante da internet, ele troca informações o tempo todo com os repórteres que produzirão novos conteúdos.

O responsável pela otimização de motores de motores de busca, afirma Cabrera, reúne uma quantidade enorme de informação desde a leitura que faz, logo cedo, de textos do jornal e de concorrentes até as estatísticas que recolhe ao longo do dia. Isso tudo é repassado aos repórteres. “Podemos informar o que importa mais ao leitor sobre determinado assunto, no curto e no longo prazo. Diante de uma notícia de última hora, é possível saber de imediato o que as pessoas estão buscando e decidir como queremos responder a essa conjuntura na cobertura. E as estatísticas que extraímos de ferramentas como Google AdWords e SEMrush podem ajudar aos jornalistas a decidir qual área será melhor investigar”.

No caso do The New York Times, que tem uma grande redação, profissionais da área de Cabrera capacitam de forma constante os editores, repórteres e outros integrantes da equipe sobre as melhores práticas que envolvem buscas na web. Isso envolve a elaboração de títulos, URL [endereços de internet], horário de publicação ou o formato das notícias. “Adicionalmente, os ensinamos a monitorar o desempenho de seus textos nas buscas”.

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