Entidade condena agressão e assédio a jornalistas em manifestação no Paraguai Reprodução/SIP

Entidade condena agressão e assédio a jornalistas em manifestação no Paraguai

As autoridades devem investigar minuciosamente os ataques que vários jornalistas sofreram durante manifestação na capital do Paraguai, Assunção, na última terça-feira (23), instou nesta sexta-feira (26) o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ). A entidade exige ainda medidas que garantam proteção aos jornalistas para que possam fazer suas coberturas sem serem feridos ou agredidos.

Na terça-feira, durante uma manifestação de motoristas de táxi, a polícia lançou balas de borracha em uma multidão, que alcançou pelo menos dois jornalistas: Fernando Riveros, da empresa de mídia Grupo Nación, e Jorge Escurra, do canal de TV C9N Paraguai. Angélica Giménez, do canal GEN, e Sérgio Daniel Riveros, do jornal Hora Hora, também ficaram feridos durante a manifestação. A jornalista Dalma Benítez, da Radio Urbana 106.9 FM, relatou ter sido apalpada e assediada por um motorista de táxi que participou do protesto.

"A polícia paraguaia deve garantir a segurança da imprensa durante as manifestações, em vez de usar a força contra eles, e as autoridades devem cobrar da polícia se um jornalista estiver ferido", disse Natalie Southwick, coordenadora do programa do CPJ para as Américas Central e do Sul. "O tratamento e assédio da jornalista Dalma Benítez destaca os desafios enfrentados pelas mulheres jornalistas e a necessidade de as autoridades transmitirem a mensagem de que nenhuma violência sexual será tolerada", completou.

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