México tem quatro jornalistas assassinados em 2017; entidades exigem fim da violência e da impunidade

Após o assassinato do quarto jornalista mexicano neste ano, a Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) e o Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) exigiram das autoridades do México o fim da contínua escalada de violência contra a imprensa no país. O presidente da SIP, Matt Sanders, destacou que, na semana passada, a entidade entregou ao presidente Enrique Peña Nieto documento salientando a necessidade de o governo combater a impunidade, “principal incentivo” aos ataques a jornalistas. Roberto Rock –  presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da organização hemisférica – reiterou que há “urgência de avaliar todos os mecanismos de proteção que até agora se mostraram ineficazes”. Carlos Lauría, coordenador sênior do programa das Américas do CPJ, instou o governo e as demais instituições a “quebrar o ciclo de impunidade”, levando os autores dos crimes a julgamentos eficazes.

A SIP e o CPJ pediram, de forma específica, a imediata e aprofundada investigação do assassinato do jornalista Máximo Rodríguez Palacios, de 73 anos, morto a tiros na última sexta-feira (14), em La Paz, Baja California Sur. Rodríguez era repórter especializado na área policial e trabalhava para o site de notícias Colectivo Pericú, um blog que permite que os leitores denunciem crimes, corrupção e outros temas. Também era responsável por uma coluna no site Es Mi Opinión. A organização Artigo 19 informou que o jornalista havia recebido ameaças. Em março, o México registrou dois atentados e três homicídios de comunicadores. Foram mortos Cecilio Pineda Birto (dia 2), Ricardo Monluí Cabrera (19) e Miroslava Breach (23).

Em comunicado nesta terça-feira (18), a SIP informou que a gravidade da violência contra a imprensa mexicana não tem comparação nas Américas e “é urgente que colegas, organizações e todos aqueles que creem  na liberdade de imprensa levantem sua voz para exigir justiça e o fim da impunidade”. A entidade também destacou o quarto princípio da Declaração de Chapultepec, assinada por Peña Nieto em outubro de 2016: “O assassinato, o terrorismo, o sequestro, as pressões, a intimidação, a prisão injusta dos jornalistas, a destruição material dos meios de comunicação, a violência de qualquer tipo e a impunidade dos agressores restringem severamente as liberdades de expressão e de imprensa. Estes atos devem ser investigados com prontidão e punidos com severidade”.

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http://www.sipiapa.org/notas/1211402-mexico-la-sip-condena-asesinato-un-periodista-y-exige-firmeza-y-prontitud-resolverlo

https://cpj.org/es/2017/04/reportero-que-cubria-crimen-fue-asesinado-en-mexic.php