Em recente passagem pelo Brasil, o premiado jornalista Martin Baron, editor do jornal The Washington Post, afirmou que a sobrevivência do jornalismo está no modelo de conteúdo digital pago, com base no trabalho jornalístico de qualidade e investigativo e em muita tecnologia. Baron disse acreditar que as pessoas apoiam o jornalismo investigativo, fundamental para a conquista de assinantes. No caso do diário norte-americano de propriedade de Jeff Bezos, fundador e presidente da Amazon, o editor afirmou que o exercício de um jornalismo mais transparente e disposto a mostrar o que as pessoas “fazem” e não o que “dizem” tem contribuído para uma maior base de leitores dispostos a pagar por informação. “Cada vez que endurecemos o paywall, crescem as assinaturas”, destacou Baron em entrevista ao jornalista Rosental Calmon Alves, professor do Knight Center for Journalism in the Americas, da Universidade do Texas (EUA), no painel de encerramento do 12º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), no último sábado (1º).

Publicado em Jornal ANJ Online

Os jovens norte-americanos estão mais dispostos a pagar por conteúdo jornalístico digital. Essa é uma das principais surpresas verificadas pela pesquisa anual do Instituto Reuters para o Estudo do Jornalismo, da Universidade de Oxford, na Inglaterra. O estudo mostra que, na média, houve estagnação nos índices de notícias online pagas entre os 36 países analisados, com exceção dos Estados Unidos, onde onde o número passou de 9%, em 2015, para 16% em 2016. Entre pessoas na faixa de 18 a 24 anos o incremento foi maior, passando dos 4% registrados na pesquisa publicada em 2016 para 18% no levantamento divulgado na semana passada. O mesmo ocorreu entre os grupos com viés político, em especial à esquerda, segundo o estudo.

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