Tecnologia do The Washington Post direciona anúncios sem violar novas regras de privacidade digital Reprodução

Tecnologia do The Washington Post direciona anúncios sem violar novas regras de privacidade digital

O jornal The Washington Post desenvolveu uma tecnologia por meio da qual é possível obter informações dos hábitos e intenções de seus leitores sem tanta dependência dos chamados cookies – arquivos que permitem aos sites guardarem a memória das ações dos usuários. O objetivo do jornal é fornecer opções de segmentação de anúncios para seus clientes publicitários, ampliando a capacidade competitiva do diário e de outros publishers diante de Facebook e Google e outras empresas de tecnologia, mas dentro dos rigorosos padrões de privacidade estabelecidos pelos reguladores, como a General Data Protection Regulation (GDPR) da União Europeia (UE).

Batizada de Zeus Insights, a ferramenta monitora dados contextuais, como o conteúdo que uma pessoa está lendo ou assistindo, em que posição rola uma página, qual URL utilizou para chegar até ali e no que clica, segundo o site especializado em comunicação Digiday. A partir daí as informações coletadas são associadas aos dados obtidos pelo jornal junto aos seus leitores nos últimos quatro anos para criar suposições sobre a intenção de consumo desse usuário de notícias. A tecnologia usa aprendizado de máquina para decifrar os padrões e pode ser usada para exibição de textos, vídeos e anúncios por meio de ofertas diretas ou de forma programática.

O The Washington Post, de acordo com o Digiday, planeja licenciar a Zeus Insights para publishers dentro e fora dos Estados Unidos. Para tanto, a ferramenta foi integrada à plataforma de tecnologia Arc, criada pelo jornal norte-americano para melhorar a experiência do leitor digital e agilizar a produção e distribuição de conteúdo no meio online. A Arc está atualmente licenciada a empresas jornalísticas que, juntas, atingem um total de 750 milhões de usuários únicos globalmente.

"É sobre como construir os negócios de mídia de amanhã", disse Jarrod Dicker, vice-presidente de tecnologia comercial e desenvolvimento do The Washington Post . “Isso daria às editoras uma compreensão mais coletiva de [fazer parte de] uma rede, e então começa a se tornar a oportunidade de realmente desafiar as plataformas”, afirmou. “Queremos agregar valor nos próximos anos e construir uma experiência que respeite a privacidade [do consumidor] e construa um melhor ecossistema [publicitário]".

“Em um mundo onde os cookies de terceiros estão sendo eliminados e os pools de cookies estão diminuindo, esperamos que ferramentas como essa aumentem em importância", disse Ryan Storrar, chefe de ativação de mídia da Essence, empresa especializada em marketing digital. “Ser capaz de fornecer dados de usuário sem cookies é um passo útil na direção certa para adotar a privacidade no marketing de precisão.”

 Leia mais em:

https://digiday.com/media/were-building-for-media-businesses-of-tomorrow-how-the-washington-post-is-preparing-for-a-cookieless-future/?utm_medium=email&utm_campaign=digidaydis&utm_source=uk&DM2=535409&utm_content=190716