Homenagem à ABAP no Congresso é marcada pela defesa ao jornalismo e à publicidade responsáveis  

Homenagem à ABAP no Congresso é marcada pela defesa ao jornalismo e à publicidade responsáveis  

A Sessão Solene no Congresso Nacional em homenagem aos 70 anos da Associação Brasileira de Agências de Publicidade (ABAP), na manhã desta terça-feira (03), foi marcada pela defesa das liberdades de imprensa e de publicidade profissionais, que observam regras éticas e legais, garantindo, com responsabilidade, o direito de informação dos brasileiros. “Onde há publicidade forte, há imprensa forte”, afirmou Mário D’Andrea, presidente da ABAP, durante a solenidade realizada no Plenário Ulysses Guimarães, na Câmara dos Deputados.

O presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Marcelo Rech, destacou o fato de as liberdades de imprensa e de publicidade serem complementares, contribuindo para o fortalecimento da democracia e do desenvolvimento do país. “A nossa história, a história dos jornais no Brasil e no mundo, deve muito à publicidade. Na verdade, pode-se dizer que a imprensa moderna surgiu juntamente com a publicidade profissional”, afirmou Rech. O grande pano de fundo da relação entre agências e imprensa é, assinalou o presidente da ANJ, a constatação de que, quanto mais robusta e diversificada for a publicidade, mais independência terão os veículos de comunicação. “E quanto mais profissional for a publicidade, mais profissional será também todo o ecossistema informativo brasileiro”.

Rech enfatizou ainda a importância de profissionais da imprensa e da publicidade que, com muita visão, apoiaram a criação de mecanismos de autorregulação da sociedade civil que são hoje de fundamental importância para a manutenção sadia do sistema de publicidade formado pelas agências filiadas à ABAP, entre eles o Conselho Executivo de Normas Padrão (CENP) e o Conselho Nacional de Autorregulamentação  Publicitária (CONAR).

Debate que não pode ser mais adiado 

Rech, entretanto, alertou para os riscos existentes em algumas tentativas de desestabilizar um sistema de publicidade que tem grande responsabilidade no sucesso da comunicação brasileira. “Assistimos, um tanto perplexos, gigantes digitais internacionais que se intitulam plataformas, mas que agem  como veículos de comunicação, ignorarem os órgãos autorreguladores que dão vida, transparência e ética à propaganda brasileira, tão bem representada pela ABAP".

O jornalista lembrou que a União Europeia decidiu defender a vitalidade intelectual e cultural das sociedades europeias, “sem falsos protecionismos ou subsídios, mas sim com a defesa da igualdade de tratamento tributário e regulatório para empresas que atuam na venda de publicidade, sejam elas pequenos jornais ou gigantes digitais”. No Brasil, lamentou Rech, essa agenda pública ainda é incipiente, mas inevitável, “caso se queira manter a vitalidade da publicidade e a pluralidade dos meios  comunicação, bem como a informação e a cultura local e regionais. Graves são também, frisou o presidente da ANJ, as tentativas de restringir cada vez mais o alcance da publicidade. “Mentalidades jurássicas, que enxergam na publicidade um leviatã da livre iniciativa, procuram banir formas e conteúdos publicitários já tão bem autorregulados”.

Felizmente, disse Rech, as tentativas de sufocar a propaganda brasileira têm avançado menos que seus defensores desejariam, mas ainda assim seguem representando frequentes e novas ameaças à atividade. “Uma publicidade profissional e fortalecida é, em última análise, um esteio da liberdade econômica e da liberdade de expressão, dois fundamentos das democracias”.

Mais emprego

O diretor geral da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (ABERT), Cristiano Lobato Flores, ressaltou o compromisso da ABAP com o crescimento sustentável do mercado da publicidade, importante indutor do desenvolvimento do país. “A publicidade é um vetor essencial para o livre mercado, para concorrência leal, gerador de renda e de milhares de emprego. E o mais importante: ao viabilizar o negócio mídia, promove o entretenimento, o esporte e o jornalismo, vitais para garantia de uma sociedade plural e bem informada”.

Participaram da cerimônia a presidente do Instituto Palavra Aberta, Patricia Blanco, o presidente do CENP, Caio Barsotti, o presidente do Conar, João Luiz Faria Netto, parlamentares, autoridades públicas, a diretoria da ABAP Nacional, presidentes das ABAPs regionais, ex-presidentes da ABAP Nacional e lideranças do setor da comunicação brasileira. A sessão foi conduzida pelo deputado Kim Kataguiri, do Democratas-SP, que propôs a homenagem à ABAP.

Criada em 1949 e presente em 13 estados, a ABAP é considerada a maior entidade do segmento na América Latina, com 200 agências associadas, que representam mais de 70% de todo o investimento publicitário brasileiro em mídia. A entidade, destaca o site Propmark, inspirou a Lei 4680/65, conhecida como Lei da Propaganda, e contribuiu para a aprovação da Lei 12.232, que regulamenta os critérios para licitações públicas.