Ameaça à liberdade de expressão na Venezuela em 2019 foi a pior dos últimos oito anos Reprodução

Ameaça à liberdade de expressão na Venezuela em 2019 foi a pior dos últimos oito anos

O ano de 2019 foi o de "maior retrocesso histórico" em relação à deterioração da liberdade de informação e de expressão na Venezuela, segundo o Instituto Imprensa e Sociedade (IPYS) Venezuela, informa o Centro Knight.

Reportagem da jornalista Paola Nalvarte mostra que o relatório anual de 2019 do IPYS, “Voces en el paredón” (Vozes no paredão), registra 1.032 violações à liberdade de expressão e acesso à informação pública para jornalistas e cidadãos.

Há um padrão de agressão no país cujo objetivo é "silenciar" o que está acontecendo na Venezuela, impedindo a mídia de denunciar violações de direitos humanos e outros eventos, informou IPYS Venezuela. Esse padrão, segundo a reportagem do Centro Knight, é acentuado quando os venezuelanos saem às ruas para protestar.

Os principais agressores contra a liberdade de expressão no país foram o Executivo, por meio das forças armadas, e a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel), com a sua regulação do conteúdo de rádio e televisão e sites digitais, tanto nacionais quanto internacionais com sinal no país, segundo o relatório.

O IPYS registou, em 2019, 326 agressões e ataques diretos a jornalistas e à mídia, sendo que 76 jornalistas – incluindo 28 correspondentes estrangeiros – foram afetados por detenções arbitrárias. Foram 81 limitações no acesso à informação pública, 70 casos de censura prévia, 21 ações judiciais administrativas, 30 regulações de conteúdo de rádio e televisão, 15 casos de censura interna, quatro casos de impunidade e três casos de censura indireta, relatou o Centro Knight.

Leia aqui a reportagem completa publicada no site do Centro Knight.