Quatro jornais brasileiros são premiados no INMA

Quatro jornais brasileiros são premiados no INMA

O jornal Zero Hora (ZH), do grupo RBS (RS), destacou-se na noite desta terça-feira (24), em Nova York (EUA), como protagonista da iniciativa mais inovadora na América Latina da edição deste ano do Prêmio INMA Global Media Awards, uma das mais importantes premiações internacionais de jornalismo, promovido pela International News Media Association. O reconhecimento foi dado ao trabalho do diário e de sua equipe voltado à interação com a audiência nas mídias sociais, que ganhou o prêmio na categoria “Melhor Uso de Redes Sociais”, no âmbito regional de marcas locais. Três outros jornais brasileiros também receberam prêmios INMA, entre os 40 homenageados no total: O Estado de S.Paulo, Folha de S.Paulo e O Correio, da Bahia.
 
O jornal baiano venceu a disputa regional de marcas locais dentro da categoria “Melhor uso do meio mobile”, por uma iniciativa lançada em fevereiro do ano passado, quando o veículo criou grupos de WhatsApp que reuniram torcedores do Bahia. O projeto, denominado Resenha Correio, convocou torcedores de futebol pelo site. Os primeiros inscritos, então, foram adicionados ao grupo, que ficou ativo durante toda uma partida, com os usuários trocando informações e conversando sobre o jogo. Após essa primeira experiência, o clube entrou em contato e novos grupos foram criados, desta vez com sorteio de brindes aos usuários.
 
O Estado de S.Paulo ficou em segundo lugar no prêmio de âmbito global para “Melhor uso do meio mobile”, com a campanha “Músicas de Violência”, desenvolvida pela agência FCB Brasil. A peça publicitária usou o aplicativo de reconhecimento de músicas Shazam para evitar que usuários fizessem download de canções que podem incitar o abuso contra mulheres. O mesmo trabalho ficou em terceiro lugar na categoria “Melhor Uso de Nova Tecnologia para Gerar Receitas e Engajamento”, também em disputa global entre marcas nacionais.
 
A Folha de S.Paulo ficou em segundo lugar na categoria “Melhor Nova Iniciativa Corporativa Inovadora”, com o treinamento em jornalismo voltado para profissionais com mais de 40 anos. O programa teve como objetivo atrair pessoas com experiência e formação superior em qualquer área do conhecimento, que tivessem interesse em aprender técnicas de jornalismo para mudar de carreira ou passar a colaborar com veículos de imprensa.
 
Os prêmios concedidos ao jornal Zero Hora são um reconhecimento a um investimento em redes sociais que tem acumulado bons resultados. O jornal informa que possui atualmente mais de 2,2 milhões de seguidores no Facebook e 1 milhão no Twitter, além de pouco mais de 3 milhões de “likes” atribuídos no Instagram – número recorde em relação a outros veículos de comunicação nacionais.
 
“A regra de ouro para as redes sociais é interagir, não dá para falar sozinho. E, mais do que isso, é preciso respeitar quem está do outro lado. É por isso que as redes sociais da ZH não trazem uma simples reprodução dos conteúdos preparados para nossas outras plataformas. O que fazemos é empacotar com cuidado e exclusividade e distribuir levando em consideração, mais uma vez, o usuário”, afirmou a vice-presidente de Produto e Operações do Grupo RBS, Andiara Petterle..
 
Além da iniciativa de Zero Hora, destacaram-se no chamado “Best In Show” (principais cases entre os 655 inscrições de 196 marcas de notícias de 36 países no Prêmio INMA) os seguintes trabalhos: África – Independent Media, da África do Sul, com “Racism Stops With Me”; Ásia/Pacífico – News Regional Media, da Austrália, com “Hey Mumma e OMO”; Europa – Aftenposten, da Noruega, com “#DearMark: How Aftenposten Stood Up Against Facebook” (também citado como melhor ação entre todos os inscritos); América do Norte –  NBC News Digital, Estados Unidos, com “Virtual Democracy Plaza”; e Sul da Ásia: Jagran Prakashan, da Índia, com “The Gamification of Advertising Sales for Revenue Growth”.
 
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