Crime da audiência falsa recorre às “fazendas de cliques”

Crime da audiência falsa recorre às “fazendas de cliques”

Um grotesco vídeo, com imagens tão bizarras quanto assustadoras, mostra até que ponto os criminosos podem chegar para manter uma das farsas mais danosas da era digital. Gravadas por um russo, as imagens mostram uma unidade, localizada na China, do que é conhecido como “fazenda de cliques”, com centenas de celulares (cerca de 10 mil) ligados em prateleiras – entre iPhones e modelos de médio porte, muitos da Samsung – gerando milhões de curtidas e outras interações online. Nas imagens, é possível identificar acessos a serviços como Spotify, YouTube e Twitter, além de lojas virtuais como Google Play e App Store. A prática multiplicou-se na medida em que Google, Facebook e Apple começaram a realizar banimentos em emuladores de seus sistemas operacionais rodando a partir do PC.
 
O golpe faz com o que os aparelhos conectados a cabos e funcionando de maneira autônoma, a partir do trabalho de poucos funcionários que operam computadores na mesma sala, inflem artificialmente a popularidade de aplicativos, publicações e perfis pessoais ou corporativos. De acordo com o responsável pela publicação, no perfil English Russia no Twitter, diversos outros estabelecimentos do tipo funcionam não apenas na China, mas também na Rússia, em um negócio que se torna cada vez mais lucrativo.
 
Ao contrário do que ocorre na configuração e na implementação formais de um sistema desse tipo são complexas e caras, os ganhos são rápidos na farsa, conta o site Canal Tech. A compra de equipamentos e a criação de dezenas de milhares de contas falsas é rapidamente compensada quando empresas ou usuários comuns chegam a pagar mais de US$ 10 mil para incrementarem suas publicações nas redes sociais, assim como os downloads e avaliações de seus aplicativos nas lojas do Android e iOS.
 
Apenas uma instalação desse tipo seria responsável por gerar dezenas de milhares de interações e os responsáveis dão a entender que até mesmo grandes empresas já utilizaram seus serviços, descreve o Canal Tech. O UOL reforçou essa informação ao citar o jornal The Mirror, segundo o qual diversas empresas pagam para que suas páginas/contas/aplicativos se tornem populares sem a adesão real das pessoas.
 
Leia mais em:
 
 
 

 


Mídia

most pregnant Olympian Afp