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Bibliografia – HISTÓRIA DA IMPRENSA NO BRASIL

Quem quiser saber mais sobre o surgimento da imprensa no Brasil não terá dificuldade de encontrar bibliografia a respeito.

O Correio Braziliense ou Armazém Literário e seu editor são o jornal e o jornalista a respeito dos quais mais livros foram publicados no Brasil.
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Ao contrário da maioria dos jornais antigos, cujas coleções só existem em poucas bibliotecas e, quando disponíveis, nem sempre completas ou em bom estado de conservação, o Correio Braziliense mereceu, em 2001, uma edição fac-similar, com 29 volumes aos quais foram acrescentados dois: um de índice e outro com textos complementares, coordenada por Alberto Dines e impressa pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

As edições completas do Correio Braziliense e da Gazeta do Rio de Janeiro (esta, inclusive as numerosas “edições extraordinárias” e os suplementos, até o final de 1822, que, a partir de 2/1/1823, passou a se chamar apenas Gazeta do Rio) estão disponíveis na internet, no site da Biblioteca Nacional (www.bn.br).

Para ficar apenas nos textos mais importantes e naqueles disponíveis nas livrarias, sobre o Correio e seu editor há a coletânea Hipólito José da Costa, com introdução de Sérgio Góes de Paula (Editora 34), e há A Gazeta do Rio de Janeiro (1808-1822):Cultura e Sociedade, de Maria Beatriz Nizza da Silva (Ed. UERJ).

No site da biblioteca digital da Universidade de Campinas (http://libdigi.unicamp.br) há a tese de Juliana Gesuelli Meirelles, que já tem publicação garantida por ter vencido um concurso cujo prêmio era a edição: A Gazeta do Rio de Janeiro e o Impacto na Circulação de Idéias no Império Luso-Brasileiro (1808-1821). Esgotado há muito tempo, mas ainda a principal referência biográfica sobre Hipólito da Costa é Hipólito da Costa e o Correio Braziliense, de Carlos Rizzini (Companhia Editora Nacional – 1957).

A bibliografia sobre imprensa brasileira tem um título clássico: História da Imprensa no Brasil, do dublê de militar e historiador Nelson Werneck Sodré. Para uma leitura rápida apenas sobre os primeiros anos da imprensa brasileira, o texto mais adequado é Nascimento da Imprensa Brasileira (Editora Jorge Zahar), da historiadora Isabel Lustosa, também autora do mais aprofundado Insultos Impressos – A Guerra dos Jornalistas na Independência – 1821-1823 (Ed. Companhia das Letras).

Sobre o Brasil que via nascer sua imprensa, o interessado não terá dificuldade em  encontrar 1808 – Como uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta enganaram Napoleão e mudaram a História de Portugal e do Brasil, do jornalista   (Ed. Planeta). O livro está entre os mais vendidos, para desencanto dos historiadores, que têm criticado a forma preconceituosa, os anacronismos e os erros factuais, facilmente identificáveis mesmo pelo leigo com algum conhecimento do assunto como, aliás, antecipa o próprio subtítulo.

História do Jornalismo no Brasil, de Richard Romancini e Cláudia Lago, lançado em 2007 pela Editora Insular, de Florianópolis, e História da Imprensa no Brasil, organizado por Ana Luiza Martins e Tânia Regina de Luca, lançado em junho de 2008 pela Editora Contexto, são outras obras sobre o assunto.

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