Secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, Secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, Reprodução

Reunião de meio ano da SIP vai até domingo (31) e pode ser acompanhada ao vivo pela web

A programação da reunião de meio ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), iniciada nesta sexta-feira (29), em Cartagena, na Colômbia, pode ser acompanhada ao vivo neste link da internet.  A programação (cuja versão completa está aqui) inclui debates e palestras sobre os principais desafios para a imprensa das Américas, como a monetização no meio digital, incluindo assinaturas e publicidade online, a desinformação na internet e novas formas de narrativa. Também serão abordadas as violações às liberdades e aos direitos civis em países de regime autoritário nas Américas, particularmente Venezuela, Nicarágua e Cuba. O encontro se encerra no domingo (31).

Um dos destaques do começo da reunião foi o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, que concentrou sua exposição na crise venezuelana. "Nenhum mecanismo do direito internacional deve ser descartado (na busca por uma solução no país)”, disse Almagro que ainda neste mês de março não descartou a possibilidade de uso de força, no caso de outras tentativas não funcionarem.

Não exaurir todas as possibilidades para resolver a crise na Venezuela, disse, seria agir de forma contrária ao direito, “imoral com o sofrimento de um povo” que convive com graves violações dos direitos humanos. Ao ser preguntado sobre a opção militar para o país, ele lembrou que o bloqueio econômico ao governo de Nicolás Maduro talvez não seja suficiente para tirá-lo do poder e, talvez, seja necessária uma intervenção direta.

A OEA não reconhece o atual mandato de Maduro. Ao se referir ao regime do mandatário venezuelano, Almagro afirmou que se trata de uma "ditadura usurpadora" com alto custo político. "Chega-se a um ponto em que se transformam em armas as violações aos direitos humanos e à saúde das pessoas", afirmou, ao comentar a negativa de Maduro a permitir a entrada de ajuda humanitária no país.

Ainda na parte da manhã desta sexta-feira houve ato público de reconhecimento à responsabilidade internacional aplicada ao Estado da Colômbia pelo assassinato do jornalista colombiano Nelson Carvajal Carvajal, em 1998. A cerimônia era uma das exigências da sentença emitida pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) sobre o caso.

Os informes sobre a situação da liberdade de imprensa de cada país que estarão em debate durante o encontro abordaram, entre outros temas, os desafios à livre expressão, assim como as crises econômicas que afetam a indústria jornalística, impressa e digital.

Nos debates sobre assinaturas digitais, haverá apresentação de experiências de jornais da Colômbia. Além disso, o diretor de parcerias com organizações noticiosas do Facebook para a América do Norte, Jason White, realizará uma apresentação sobre como a rede social procura colaborar diretamente como os jornais para promover a monetização de seus conteúdos.

Um dos oradores principais sobre a inovação digital será Sebastián Mejía, fundador do Rappi, portal de compras a domicílio que opera na Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México, Peru e Uruguai. O jornalista colombiano Juan Gossaín integra o painel Verificação de Dados e Notícias. 

Um painel sobre mulheres no jornalismo esportivo e outro sobre os planos para defender a Colômbia do terrorismo e o papel da imprensa nessa missão também integram a programação. A violência contra jornalistas certamente será um tema de extrema relevância. Desde dezembro cinco jornalistas foram assassinados no México. Em Honduras, houve um homicídio.

Leia mais em:

https://www.sipiapa.org/notas/1213022-la-sip-abordara-las-violaciones-las-libertades-y-derechos-civiles-paises-autoritarios

https://www.sipiapa.org/notas/1212854-cartagena-espectacular-sede-la-reunion-medio-ano-2019