Violência contra jornalistas é preocupante, e retóricas de agentes públicos, como no Brasil e EUA, fomentam hostilidades, alerta SIP Reprodução/SIP

Violência contra jornalistas é preocupante, e retóricas de agentes públicos, como no Brasil e EUA, fomentam hostilidades, alerta SIP

O alto índice de homicídios de comunicadores no último semestre (sete, ao todo) e as violações dos direitos da imprensa na Venezuela, na Nicarágua e em Cuba foram alguns dos principais temas debatidos e presentes na carta de conclusões da reunião de meio ano da Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP), entre 29 e 31 de março, na Colômbia. O documento também ressalta a preocupação da SIP com a existência de projetos de lei regulatórios ao exercício do jornalismo em países das Américas, além da perigosa retórica de agentes públicos contra a imprensa no Brasil, Guatemala, Honduras, México e Estados Unidos, que são replicados nas redes sociais, criando ambiente hostil e fomentando a violência contra jornalistas e veículos de comunicação.

O documento destaca como positivo o reconhecimento da responsabilidade da Colômbia perante à família do jornalista Nelson Carvajal Carvajal, assassinado há 21 anos, e a assinatura da Declaração de Chapultepec por parte do presidente da Colômbia, Iván Duque. Ao comentar o caso Carvajal, a presidente da SIP, María Elvira Domínguez, disse que "o ato representa a influência, o esforço e a perseverança da nossa instituição em atos concretos e, como previsto pelo artigo número 4 da Declaração de Chapultepec, nos obriga a trabalhar pela liberdade imprensa, pelo direito da vida de da justiça".

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